Publicidade

Morre em PE a poetisa Deborah Brennand

Deborah nasceu em Nazaré da Mata, e começou a publicar na década de 1960, influenciada por nomes como seu marido, Francisco Brennand, o escritor Ariano Suassuna e o crítico César Leal

A poetisa Deborah Brennand faleceu na noite deste domingo, às 22h. Autora de livros Noites de Sol ou as viagens do sonho, O cadeado negro, Pomar de sombras, a pernambucana de Nazaré da Mata tinha 86 anos de idade. Assessores da família não informaram a causa da morte. O corpo da ex-esposa de Francisco Brennand está sendo velado na capela da Oficina Brennand, na Várzea. O sepultamento será no cemitério Parque das Flores, às 16h desta segunda-feira. Antes, uma missa de corpo presente será relizada na mesma capela onde está sendo realizado o velório.

Ocupante da cadeira 37 na Academia Pernambucana de Letras (APL), Deborah publicou o primeiro livro em 1965, O punhal tingido ou o livro das horas de D. Rosa de Aragão. Com Francisco Brennand, amigo até os últimos dias de vida, teve duas filhas, Maria da Conceição e Maria Helena.

A APL emitiu nota de pesar. "Deborah Brennand iniciou a vida literária publicando em antologias, incentivada pelo marido, o artista plástico Francisco Brennand, pelo romancista Ariano Suassuna e pelo poeta César Leal. A crítica especializada considera-a uma das maiores poetas nordestinas de sua geração."

A academia adiou a cerimônia de nomeação de dois novos membros, marcada para a noite desta segunda-feira, para 11 de maio. "É mais uma grande perda para a academia. Deborah representa uma poesia livre, espontânea, era uma pessoa iluminada", declarou Fátima Quintas, escritora e presidente da APL, no velório.

Em 2006, foram lançados dois filmes inspirados na obra de Deborah, ambos dirigidos pela cineasta Deby Brennand Mendes, neta da escritora: Letras verdes, um documentário sobre a vida e a obra, e Tantas e tantas cartas, uma ficção baseada no livro homônimo.

Diário de Pernambuco

Comentários

Publicidade