20 janeiro 2026

Seca extrema avança em Pernambuco e já atinge 31,5% dos municípios; veja lista

Municípios afetados pela seca podem solicitar situação de emergência ao Governo do Estado (Annaclarice Almeida/Arquivo DP)

Dados da Apac mostram que 58 cidades enfrentam cenário crítico, com riscos de perda de safras, mortandade de animais e escassez grave de água no Sertão e Agreste

Diario de Pernambuco

Cerca de 31,5% dos municípios de Pernambuco estão em seca extrema, é o que afirma a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Os municípios estão localizados no Sertão e no Agreste do estado.

Dos 184 municípios que formam o estado, atualmente, 58 enfrentam seca extrema. De acordo com a APAC, os possíveis impactos incluem grandes perdas de culturas/pastagens; mortandade animal; ameaça à subsistência em comunidades rurais; escassez grave de água e/ou aumento das restrições de uso.

Outros 45 municípios estão em situação de seca grave, 38 com seca moderada e 43 com seca fraca.

Conforme a agência, a persistência de chuvas abaixo da normalidade tem agravado os indicadores de seca no estado. No Sertão e no Agreste, houve avanço da seca extrema, além da intensificação da seca grave e moderada. Já a seca fraca passou a atingir também áreas da Zona da Mata e do Litoral.

"Observa-se que na Região Metropolitana do Recife, no Litoral e na Zona da Mata, houve o surgimento de uma seca de fraca intensidade. Porém, no Agreste e no Sertão, essa seca já chega a uma intensidade de seca extrema", pontua a meteorologista da Apac, Aparecida Fernandes.

De acordo com ela, "um fator que acentuou muito a situação [de seca extrema] foi o aumento das temperaturas. Tivemos os meses de novembro e dezembro muito quentes. Além da falta de precipitação, houve um aumento da evapotranspiração, que seca tanto os pequenos reservatórios quanto a vegetação", explica.

Nesta terça-feira (20), a Apac e outros representantes dos demais estados do Nordeste terão uma reunião climática para preparar um prognóstico dos próximos meses. Os resultados serão divulgados.

Confira os municípios afetados:

Afrânio

Dormentes

Santa Cruz

Petrolina

Lagoa Grande

Parnamirim

Santa Maria da Boa Vista

Orocó

Ouricuri

Moreilândia

Trindade

Santa Filomena

Ipubi

Araripina

Bodocó

Exu

Ibimirim

Flores

Calumbi

Triunfo

Santa Cruz da Baixa Verde

Carnaíba

Quixaba

Solidão

Afogados da Ingazeira

Ingazeira

Tuparetama

Carnaubeira da Penha

Floresta

Tabira

Iguaraci

São José do Egito

Itapetim

Brejinho

Santa Terezinha

Custódia

Betânia

Serra Talhada

Sertânia

Serrita

Verdejante

Petrolândia

Tupanatinga

Buique

Arcoverde

Pedra

Capoeiras

Venturosa

Alagoinha

Pesqueira

Cachoeirinha

Sanharó

Belo Jardim

Poção

Brejo da Madre de Deus

Jataúba

Taquaritinga do Norte

Tacaimbó

Santa Cruz do Capibaribe

Estiagem

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, na quarta-feira (14), a situação de emergência em 137 municípios do país, sendo 103 em Pernambuco, atingidos principalmente pela estiagem.

Os 103 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida em razão da estiagem, caracterizada pela redução prolongada das chuvas e impactos no abastecimento de água, na produção agrícola e na vida da população.

Com o reconhecimento federal, as prefeituras pernambucanas passam a poder solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas, água potável, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório.

As solicitações devem ser feitas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), e os pedidos serão analisados pela Defesa Civil Nacional, que define os valores a serem liberados conforme os planos de trabalho apresentados.

Situação de emergência

Desde 31 de dezembro, Pernambuco está em situação de emergência em 107 municípios em razão da escassez de chuvas. O decreto vale por 180 dias e tem como objetivo minimizar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água das cidades afetadas pela estiagem.

De acordo com o Governo do Estado, a medida foi adotada com base em um parecer técnico elaborado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, bem como em notas técnicas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e de outros órgãos estaduais. A Apac registrou avanço significativo da seca extrema nas áreas do oeste do Estado e da seca fraca no Agreste, na área da divisa com Alagoas.

Diario de Pernambuco

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