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CBHSF participa do seminário Diálogo Político OCDE/Brasil sobre Governança da Água

“O governo prometeu investir R$ 1 para revitalizar os rios, especialmente as matas ciliares, para cada R$ 2 investidos na transposição, e até agora não se viu nem um centavo”, disse Anivaldo Miranda, presidente do CBHSF, no encontro.

Especialistas brasileiros e estrangeiros realizaram dois dias de reunião em Brasília (DF) para o seminário Diálogo Político OCDE/Brasil sobre Governança da Água. O encontro é uma parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com a justificativa de fortalecer o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) para que ele possa atender aos desafios atuais e futuros relacionados à água.

O evento, cuja abertura contou com a presença dos ministros da Integração, Francisco Teixeira, e do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, além do presidente da ANA, Vicente Andreu, teve a participação de comitês de bacias hidrográficas de vários estados. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) foi um dos convidados. O presidente do colegiado, Anivaldo Miranda, participou dos debates e aproveitou a oportunidade para buscar sensibilizar os participantes e, especialmente o governo, para a importância dos comitês no processo de governança da água.

Diante do auditório onde aconteceu o seminário, Miranda disse que os comitês não recebem o apoio necessário por parte dos governos, sejam eles estadual ou federal. “Em alguns estados, o tratamento dispensado aos comitês é de penúria e em outros há até um retrocesso”, afirmou. Como um dos temas de discussão foi o projeto de transposição das águas do São Francisco, Anivaldo Miranda voltou a cobrar investimentos na revitalização. “O governo prometeu investir R$ 1 para revitalizar os rios, especialmente as matas ciliares, para cada R$ 2 investidos na transposição, e até agora não se viu nem um centavo”, criticou.

A obra da transposição era estimada, inicialmente, em R$ 4 bilhões, mas pode chegar a R$ 16 bilhões, ou seja, quatro vezes mais que o valor inicialmente previsto.

ASCOM – Assessoria de Comunicação do CBHSF

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