segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Petrolândia: Prorural realiza reunião sobre Território Produtivo de Piscultura e Aquicultura, e gerente promete liberação dos recursos daqui a duas semanas

 
 Em entrevista a Assis Ramalho, Walmar Jucá, gerente do ProRural, garantiu que os recursos para a associações serão liberados em aproximadamente duas semanas.
 

A secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, por meio do ProRural, realizou no município de Petrolândia, Sertão de Itaparica, encontro com produtores de peixes. Na pauta, as ações e investimentos pactuados na matriz do Plano Territorial da Rede da Piscicultura do Sertão de Itaparica. A região é responsável pela produção mensal de 3,5 mil toneladas de peixes, cultivados em sua maioria, em tanques-rede, envolvendo o trabalho de cerca de 500 famílias.

A iniciativa é resultado de um plano elaborado com a participação efetiva de representantes de organizações dos produtores familiares, sociedade civil e instituições públicas e privadas. O objetivo é o de articular políticas públicas, investimentos e parcerias para estimular o desenvolvimento da piscicultura na região formada pelos municípios de Belém do São Francisco, Itacuruba, Jatobá e Petrolândia.

Vinte e duas associações de piscicultores integram a iniciativa, que conta com a participação do Estado e da Sociedade Civil Organizada, que através da formação de fóruns territoriais, analisam e definem ações e investimentos com a proposta de elevar o nível de produção e renda dos agricultores familiares. A ação faz parte do Programa Territórios Produtivos e visa promover o desenvolvimento econômico das principais redes de produção da agricultura familiar.

De acordo com o gerente geral do ProRural, Walmar Jucá, a oportunidade de articulação entre pessoas e instituições traz a facilidades para consolidação das ações previstas no plano. Com a participação de órgãos públicos e privados podemos conduzir recursos para a atividade e melhorar a produção e a renda dos produtores”, explica.

Para o piscicultor Silvio Rogério, integrante do Fórum Territorial da Piscicultura, o trabalho integrado traz boas expectativas para a atividade da piscicultura. “A proposta do plano trouxe uma luz para a gente. Com este apoio, é certo que podemos alcançar benefícios para nossa produção e comercialização”, afirma.

Na ocasião, a coordenadora de fiscalização sanitária da Adagro, Késia Alcântara, fez uma explanação sobre os sistemas de inspeção e monitoramento da qualidade dos produtos de origem animal e documentação zoossanitária. Participaram do encontro, representantes do ProRural, Adagro, IPA, CPRH, Diocese de Floresta, Codevasf, Sebrae, Prefeitura de Petrolândia e Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural.

Com exclusividade, Assis Ramalho entrevistou Walmar Jucá, gerente do ProRural, que garantiu que os recursos em atraso, destinados aos projetos das associações, serão liberados em aproximadamente duas semanas. São seis projetos que somam em torno de um milhão e duzentos mil reais, que já foram encaminhados e aprovados pelo ProRural.

Acompanhe abaixo na íntegra:

Assis Ramalho: Walmar, gostaria que você, como gerente do Prorural, fizesse uma avaliação sobre a reunião com os piscicultores da região do Sertão de Itaparica, realizada aqui em Petrolândia.


Walmar Jucá: Nessa reunião nós estamos tratando de todos os problemas que envolvem a cadeia da piscicultura aqui, neste território (Sertão de Itaparica). Com isso, estamos buscando articular diversos organismos estaduais, federais e municipais, que possam dar a sua contribuição para o fortalecimento dessa cadeia produtiva. Hoje, nós tivemos a ADAGRO (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco), que está fazendo uma belíssima explanação sobre as possibilidades que a gente tem de legalização da questão sanitária, da questão do transporte dos animais. Nós trouxemos também aqui o IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), que está disponível para prestar assessoria técnica. Aqui, nessa reunião, tem também a CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente). Nós temos também aqui presente o Prorural, com recursos financeiros, temos o SEBRAE. Enfim, um conjunto de organizações que buscam, dentro das suas esferas, criar as condições mais adequadas para o desenvolvimento da piscicultura nesta região.

Assis Ramalho:
Mas eu notei um certo descontentamento dos piscicultores presentes na reunião, quando o senhor disse, em sua palestra, que os recursos para os projetos das associações, que já foram aprovados pelo Prorural, ainda não tinham sido liberados. Esses recursos ainda vão demorar e por que o atraso?

Walmar Jucá: Vão ser liberados sim. Eu acredito que, nas próximas duas semanas, os recursos estarão liberados. O que houve foi um atraso em função de questão de natureza orçamentária. Mas isso já foi resolvido, e eu espero que até a próxima semana a gente tenha condições de empenhar os recursos, e até em mais duas semanas,esses recursos já estão nas mãos dessas associações.

Assis Ramalho: Como será feita a distribuição dos recursos para as associações?

Walmar Jucá: As associações prepararam seis projetos na faixa de duzentos mil reais, cada um. Então, esses projetos somam em torno de um milhão e duzentos mil reais, e são repassados para as associações, de acordo com esses projetos que foram encaminhados e aprovados pelo Prorural. São todos eles, em benefício da piscicultura. Por exemplo, nós temos projetos para fábrica de gelo, tem projetos para unidade de beneficiamento, para o pescado, enfim, todos são voltados para a piscicultura.

Assis Ramalho: Então, só pra finalizar, o senhor afirma que a liberação desse dinheiro vai ser rápida mesmo?

Walmar Jucá: Com certeza. Eu não tenho nenhuma dúvida, porque eu já saí do Recife com as questões legais resolvidas. 

Redação do Blog de Assis Ramalho
Com informações do Prorural
Fotos: Assis Ramalho