terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ministro da Saúde debate situação da febre amarela com municípios mineiros

Novo boletim aponta que Minas Gerais continua sendo o estado com o maior número de registros até o momento. Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Tocantins também têm casos suspeitos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, se reuniu nesta terça-feira (31), em Brasília (DF), com prefeitos e parlamentares de Minas Gerais para tratar sobre os casos de febre amarela nos municípios afetados pela doença. O ministro apresentou as ações que estão sendo desenvolvidas no estado, como envio de equipes da Força Nacional do SUS e de vigilância, além da distribuição de doses extras da vacina. Para auxiliar na investigação e no atendimento aos pacientes, os gestores se comprometeram em repassar à pasta informações sobre o aumento de internações decorrentes da doença.

O Ministério da Saúde também divulgou, nesta terça (31), novos dados de febre amarela. Os estados notificaram à pasta 809 casos suspeitos da doença. Do total, 651 casos permanecem em investigação, 127 foram confirmados e 31 descartados. Dos 128 óbitos notificados, 47 foram confirmados, 78 ainda são investigados e 3 foram descartados.

Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo continuam com casos investigados e/ou confirmados. Pela primeira vez, o estado de Tocantins notificou um caso, que está em investigação. Já Goiás e Distrito Federal descartaram as notificações. Já o caso atribuído inicialmente, como local provável de infecção ao Mato Grosso do Sul, está sendo reavaliado.

Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 7,5 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (3,5 milhões), Espírito Santo (1,7 milhão), Bahia (900 mil), Rio de Janeiro (700 mil) e São Paulo (700 mil). O quantitativo é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, enviadas mensalmente aos estados, que totalizaram 650 mil no mês de janeiro.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados até 31 de janeiro, às 11h:


UF
Notificados
Em investigação
Confirmados
Descartados
Municípios
MG3
737
605
113
19
60
ES
45
32
11
2
15
BA
8
7
0
1
4
SP
8
5
3
0
7
DF
6
0
0
6
1
GO2
3
0
0
3
3
TO1
1
1
1
0
0
UF do LPI em investigação4
1
1
0
0
-
Total
809
651
127
31
91
¹ Incluído caso notificado pela SES-ES com Local Provável de Infecção em Tocantins.
² Incluídos casos notificados pela SES-DF com Local Provável de Infecção em Goiás.
³ Incluídos casos notificados pelas SES da BA, ES, GO, SP, SC, PI e DF com Local Provável de Infecção em Minas Gerais.
4 O caso notificado pela SES SC, cujo Local Provável de Infecção (LPI) foi inicialmente atribuído ao Mato Grosso do Sul, está sendo reavaliado de acordo com relato de deslocamento para outra UF.


Distribuição dos óbitos de febre amarela notificados até 31 de janeiro, às 11h:


UF
Notificados
Em investigação
Confirmados
Descartados
Municípios
MG2
114
72
42
0
30
ES
8
6
2
0
5
SP
3
0
3
0
3
GO1
1
0
0
1
1
DF
2
0
0
2
1
Total
128
78
47
3
40
1 Incluídos óbitos notificados pelas SES da DF com Local Provável de Infecção em Goiás.
2 Incluídos óbitos notificados pelas SES da BA, SP e DF com Local Provável de Infecção em Minas Gerais.

DUAS DOSES - A vacinação de rotina é ofertada em 19 estados do país com recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia.

O Espírito Santo, Rio de Janeiro e parte da Bahia não são áreas de recomendação para vacinação contra a febre amarela, por isso a recomendação é de que sejam vacinadas as pessoas que moram próximas à divisa com o leste de Minas Gerais. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.
Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

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