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Wallace explica bandeira e nega ser responsável; “Não vou deixar cair mais essa na minha conta”

Wallace com a bandeira no meio de campo e ainda sem a presença das crianças (Foto: Edmar Barros / Agência Estado)

Ao fincar a bandeira no círculo central da Arena Amazônia, em Manaus, Wallace não tinha ideia de que acabara de marcar território em grande polêmica. Questionamentos, ironias por parte do Vasco depois da derrota por 2 a 0 e cara de ponto de interrogação dos pequenos mascotes, que nada entenderam ao verem capitão e time entrarem em campo em disparada. As crianças tiveram que esperar o hino nacional para ficar ao lado dos ídolos. Em contato com o GloboEsporte.com, o zagueiro comentou pela primeira vez sobre a polêmica.

- Rapaz, olha só... Não vou deixar cair mais essa na minha conta. Tenho lido e ouvido muita besteira. Ainda estou aqui tentando digerir essa derrota para o rival, e é duro aguentar tudo isso calado. Disseram que a ideia foi minha, o que não é verdade. Todo mundo sabia dessa ação e eu, como capitão, concordei quando soube. E é bom que fique claro que não houve qualquer tentativa de menosprezar o adversário, mas sim fazer uma homenagem à nossa torcida e também mostrar que estávamos motivados para a decisão – afirmou o zagueiro, que não participou das atividades desta terça-feira, no Ninho do Urubu, por ter sido liberado para ir a Salvador resolver problemas particulares.

O gesto inusitado rendeu munição aos vascaínos, lembrando, com fotos, que os jogadores deram as mãos e entraram em campo ao lado dos pequenos torcedores. O zagueiro Rodrigo provocou ao final da partida, com 2 a 0 no placar e a vaga na final garantida.

- Cadê os gritinhos? Aqui ninguém marca território não - disse o jogador do Vasco.

Wallace lamentou o constrangimento causado para as crianças que aguardavam à beira do campo. E deu sua explicação:

- Em momento algum a intenção do grupo era decepcioná-las. Atendemos aos torcedores desde a chegada a Manaus, tanto no aeroporto, quanto no treino, hotel, estádio. Tenho dois filhos pequenos e lamento que isso possa ter causado qualquer constrangimento para as crianças e seus pais. E como era consenso que entraríamos correndo em campo, e tinha muita criança pequena parada ali, ficamos com medo de elas caírem.

- Se o treinador na época achava que o Beto era exemplo dentro e fora de campo, e com perfil para ser capitão... Mas sobre esses nomes (Léo Moura sugeriu que houvesse troca de capitão) eu prefiro falar num outro momento - concluiu Wallace.

Por Janir Júnior/G1 - Rio de Janeiro

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