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Projeto São Francisco promove capacitação de famílias em vilas rurais no Ceará

Cursos integram um conjunto de ações que visam fortalecer as inter-relações sociais, econômicas e ambientais das comunidades que residem na faixa de obra do projeto (Foto: MI)

Equipes do Projeto de Integração do Rio São Francisco realizaram, esta semana, cursos de capacitação em ‘Sustentabilidade em vilas produtivas rurais’ para 39 moradores assentados nas vilas Ipê, em Jati (CE), e Retiro, no município de Penaforte (CE). A atividade destinada a agricultores tem como objetivo qualificar a participação comunitária nas discussões sobre o plano de sustentabilidade das vilas, a partir do conhecimento da própria realidade.

O presidente da Associação de moradores da vila produtiva Retiro, Antônio José Taveira, elogiou a metodologia do curso, que propõe às famílias um debate sobre questões importantes do dia a dia da comunidade. “Ao destacar pontos críticos, por exemplo, começamos de imediato a conversar sobre como podemos melhorar”, resumiu o líder comunitário.

Moradora da vila Ipê, Devani dos Santos Xavier também ficou bastante satisfeita com a apresentação oferecida ao seu grupo. “Vamos nos unir mais a partir de agora, justamente porque compreendemos as vantagens que podemos ter com a organização da comunidade”, disse.

As oficinas realizadas ao longo do Projeto São Francisco já contemplaram mais de três mil pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba. Cursos e oficinas são realizados em módulos diferenciados. A formação abrange temas como mobilização, participação social e organização comunitária, produção e sustentabilidade, relações institucionais e implementação de projetos. A meta a ser alcançada é o fortalecimento, protagonismo e autonomia das famílias.

Vida em comum

A maioria dos assentados nas vilas produtivas rurais do Projeto São Francisco vivia em casas distantes umas das outras. Morar em uma vila com sede para a associação já construída tem proporcionado organização comunitária, que pode levar a outras facilidades da vida em comum. Atualmente, 623 famílias já estão reassentadas em 16 vilas produtivas.

As vilas são constituídas por um setor residencial e um setor produtivo. O primeiro é composto por casas de alvenaria de 99 m² de área construída em lotes de cinco mil metros quadrados, com rede de água, esgoto e energia elétrica instalada. A vila possui posto de saúde, escola, espaço de lazer - praça e campo de futebol - e áreas destinadas ao comércio e à construção de templos religiosos.

O setor produtivo tem cinco hectares por família, no mínimo, sendo 1ha destinado à irrigação e os outros 4ha definidos conforme a vocação produtiva de cada grupo. Essa habilidade pode ser acordada a partir das capacitações e cursos oferecidos por equipes do projeto.

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional

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