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Prefeitura paraibana traça 5 estratégias para não ficar sem água e anuncia campanha de conscientização

Prefeito de Campina Grande também se comprometeu em continuar a luta pela transposição das águas do Rio São Francisco (Foto: Açude Boqueirão, em Blog da Simone Duarte)

O prefeito Romero Rodrigues se reuniu nessa sexta (15) com entidades e instituições para discutir sobre a falta de água em Campina Grande. Atualmente, o açude de Boqueirão, que abastece Campina, está com cerca de 20% da capacidade.

Segundo o professor Janiro Costa do Rego, do Departamento de Engenharia Civil, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), diante da gravidade do problema, é preciso estabelecer cinco estratégias.

São: evitar e suspender a retirada direta de água do açude de Boqueirão para qualquer uso, que não seja o consumo humano; diminuição drástica da perda de água nos sistemas de distribuição; convocar a população, comércio e indústria para o uso consciente da água, evitar o desperdício e reduzir o consumo na crise; busca imediata de fontes alternativas de abastecimento local e ampliação do racionamento.

Conforme a prefeitura de Campina, todas estas ações serão acompanhadas por um grupo que vai se incorporar a uma comissão já criada no âmbito do Ministério Público Estadual. “Assim, quem deseja participar das ações desenvolvidas pelo MP paraibano já pode fazê-lo, independente da criação de alguma nova comissão, pois o momento é de união de todos os segmentos sociais com o propósito de encontrar saídas urgentes para o problema de desabastecimento em nossa região”, disse.

Na visão do prefeito, o problema foi gerado devido a falta de gestão quanto à coleta e distribuição de água, mas também em relação a falta de uso racional da água na bacia hidrográfica do açude Epitácio Pessoa, onde ainda existe um intenso processo de irrigação por meio de técnicas de inundação e não de gotejamento, que é mais ameno e racional.

O prefeito também se comprometeu em continuar a luta pela transposição das águas do Rio São Francisco. Para tanto, está tentando agendar audiências junto a Agência Nacional das Águas (ANA) e outros órgãos federais, já a partir da próxima semana, em Brasília.

Por outro lado, a PMCG, através da Coordenadoria de Comunicação Social, está articulando ampla campanha educativa e de conscientização da população sobre o uso racional da água. Esta iniciativa será feita por meio de folders, cartazes, mensagens em veículos de comunicação, contando, para tanto, com o apoio de importantes e representativas instituições da sociedade organizada campinense.

Fonte: Portal Correio

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