
O banqueiro Daniel Vorcaro é esperado em duas comissões diferentes para falar da quebra do Banco Master, na volta dos trabalhos no Congresso - (crédito: Arquivo pessoal)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS antecipou para a próxima segunda-feira (23/2) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento da instituição financeira no esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. A oitiva é considerada estratégica por parlamentares que buscam avançar na apuração do caso.
Inicialmente, o depoimento estava previsto para a quinta-feira (26/2), mas a mudança de data fará com que Vorcaro compareça primeiro à CPMI antes de falar à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde também foi chamado a dar explicações.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a antecipação foi negociada com a defesa do banqueiro. Entre os termos acordados, está o compromisso de que os advogados de Vorcaro não vão entrar com um habeas corpus para impedir a presença do investigado na comissão. Em nota publicada nas redes sociais, Viana disse que "a CPMI seguirá com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial".
Nos bastidores do Congresso, cresce a avaliação de que o caso do Banco Master tem forte apelo popular e pode acelerar iniciativas legislativas. Parlamentares defendem a ampliação das oitivas, o acesso a informações sigilosas e a abertura de novas frentes de investigação para esclarecer a dimensão das irregularidades.Leia também: Após cancelamento, CPMI ouvirá ex-dirigente de entidades do INSS
Duas comissões de inquérito seguem pendentes de instalação. Na Câmara, o pedido está na fila de requerimentos. Já no Congresso, há solicitação de uma CPMI específica sobre o caso, que depende da leitura pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Enquanto aguardam a instalação de novas CPIs, parlamentares têm recorrido aos colegiados já em funcionamento para avançar nas apurações. Além da CPMI do INSS, entram nesse esforço a CPI do Crime Organizado e um grupo de trabalho criado no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos, onde o tema também vem sendo debatido.
Correio Braziliense














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