terça-feira, 14 de agosto de 2018

Petrolândia: O aborto e o seu eufemismo - Por Fernando Batista


Em face às discussões atuais sobre aborto, existentes no Brasil, e, ultimamente, postas em xeque, parece-nos útil e necessário abrir-se à reflexão. Assim, sem que isto desobrigue todo e qualquer cidadão ao seu livre direito de opinião.

De um lado, os defensores da mulher, que não quer ou não sente que não pode ser mãe naquele momento, são pela mãe e contra o feto. Cheios de eufemismos, eles se dizem defensores do direito de escolha, mesmo que a escolha seja matar. Não gostam da palavra “matar”. Não é politicamente correta. Preferem “abortar”, “interromper”, “intervir”, “extrair”. As ditaduras sempre arranjam uma palavra bonita para aquilo que, em si, é feio. Hitler, Mussolini e outros ditadores, simpáticos ou não, sempre tiveram sua pose preferida, suas frases e suas palavras preferidas. À força de repeti-las convenceram muita gente de que eram bons.

Do outro lado, os defensores do feto. Dizem que o feto é gente em formação. Não é uma “bola de sangue”, um “aglomerado de células”. Tem direito a nascer, crescer e viver.

O que leva uma menina de 14,17,22 anos à decisão de abortar? O que faz uma mulher de 37 abortar um filho indesejado? Uma sociedade que propõe aos jovens que façam sexo sem medo das conseqüências, não oferece outra alternativa senão o aborto para quem engravida. Uma sociedade eivada de preconceitos sociais existentes e pelas reações [in] esperadas dos familiares são fatores que podem levar à solidão, ao desespero, à morte, da mãe ou do feto.

Chamam ditadura uma lei que proíbe abortar, mas estabelecem a ditadura mais cruel aos fetos. Decretam-lhes a morte sem apelação e sem defesa alguma. E quem defende o direito do feto é tido como ultrapassado, moralista e retrógrado. Segundo os que apóiam a prática do aborto, dizem ser uma conquista, um progresso. É como pensam. É o dizem.

Quem disse que abortar é progresso? Desde quando matar é progresso? Matar um feto continua a ser crime, mesmo que o STF diga que não. O STF não tem poder sobre a vida.

Fernando Batista


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