Juliana Mattos de Lima Santiago, professora de Direito que morreu após ser esfaqueda dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho, em Porto Velho - Imagem: Reprodução/Instagram
UOL São Paulo
A professora de direito Juliana Santiago, 41, foi assassinada por um próprio aluno após ter sido atacada por ele. A vítima foi esfaqueada dentro da sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalha, em Porto Velho (RO), na sexta-feira.
O que aconteceu
João Cândido da Costa Junior, 24, matou Juliana por ter sido "rejeitado" por ela. Essa é a principal linha de investigação da Polícia Civil de Rondônia, divulgada hoje em coletiva de imprensa pela delegada do caso, Leisaloma Carvalho.
* Delegada negou versão do suspeito de que ele teria mantido uma relação amorosa com a vítima. Segundo Leisaloma, João teria insistido várias vezes para se envolver amorosamente com Juliana, mas ela sempre rejeitou as investidas do aluno por considerá-las "inadequadas"
* Polícia chegou a essa conclusão após analisar mensagens trocadas entre o aluno e a professora. Conforme a delegada, em uma mensagem João teria demonstrado "insatisfação e descontentamento" ao ver uma foto de Juliana com o namorado e teria dito a ela que "perdeu para a concorrência".
Ficou apurado que a vítima estava sofrendo investidas por parte do aluno, que queria ter um envolvimento além do envolvimento aluno e professor. Ele tentou várias vezes ter algo íntimo com ela, a professora alertou que isso não podia ocorrer, mas ele chegou a demonstrar frustração pela não aceitação de suas investidas" Leisaloma Carvalho, delegada da PCRO
* João atacou Juliana de "forma brutal", afirmou a delegada. Leisaloma também disse não ter evidências até o momento de que a faca usada no crime tenha sido dada ao aluno pela própria professora, como ele disse em depoimento…
* Tribunal de Justiça de Rondônia manteve a prisão de João Cândido. Ele está preso na Casa de Detenção José Mario Alves da Silva e responderá por feminicídio. O UOL não conseguiu contato com a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestação.
Entenda
* Crime ocorreu no Centro Universitário Aparício Carvalho, em Porto Velho. Juliana foi atacada a facadas após concluir uma aula de direito penal.
* A vítima chegou a ser levada com vida ao hospital. Ela deu entrada no Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.
* Juliana também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia. O caso segue sob investigação.
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