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Chuva traz esperança para quem depende do Rio São Francisco


A chuva dos últimos meses fez subir o nível dos reservatórios do Rio São Francisco e trouxe esperança para quem depende do Velho Chico - que há mais de cinco anos enfrenta uma crise hídrica. O Rio São Francisco chegou ao seu pior nível, com vazão de 550m³ por segundo, a mais baixa já registrada pela Agência Nacional de Águas. Pescar ficou difícil. "Sumiu o piau, que chama de piau aqui, saiu a xira, saiu a pilombeta... Esses peixes desapareceram", conta o aposentado José Firme dos Santos.

Mas esse cenário está mudando por causa da chuva nos reservatórios. Itaparica, por exemplo, está com três vezes mais que o volume de água registrado em 2018. Sobradinho, que em 2015 registrou cerca de 1% do volume útil, hoje está com quase 30%. Por causa disso, a Agência Nacional de Águas autorizou o aumento da vazão do rio, passando de 550m³ para 700 m³/s.

Em Penedo, Alagoas, a água, que aos poucos vai fazendo subir o nível do Velho Chico, traz esperança para milhares de pessoas que dependem do rio. Pescadores e barqueiros comemoram e torcem para que chova muito nos próximos meses.

"É bom demais! Isso aí não tem comparação, não. Que ele passasse ao menos uns seis meses assim enchendo, cada vez mais subindo um pouquinho, um pouquinho e durasse, né? Durasse e que aí nós íamos ter bastante fartura, graças a Deus!", diz o pescador João de Deus da Silva.

A recuperação do rio também permite que as grandes embarcações voltem a circular, o que já não era possível em alguns trechos. "Quando a gente pegava aqui a maré seca, aí é que ficava complicado mesmo. Mas, com essa quantidade de água que está vindo aí, vai melhorar bastante para nós”, conta o piloto de balsa Edivânio Conceição de Oliveira.

"Qualquer gota d'água, qualquer vazão de aumento no Rio São Francisco, isso é comemorado por todos. Pelos pescadores, pelas comunidades tradicionais, mas também principalmente, pela questão ambiental. A sobrevivência do rio depende dessas vazões, que são extremamente importantes inclusive para a reprodução dos peixes”, afirma Maciel Oliveira, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco.
Fonte: Jornal Nacional Amorim Neto Globo

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