sexta-feira, 18 de maio de 2018

Preso terá que trabalhar para cobrir suas despesas e ressarcir o estado


Por: Jailson da Paz - Diário de Pernambuco

Fico imaginando o que ocorrerá em Pernambuco se aprovado o projeto de lei, em tramitação no Senado, determinando ao preso ressarcir ao estado as despesas com sua manutenção na unidade prisional. E não tendo como fazer o ressarcimento, o preso, segundo a proposta (PLS 580/2015), deverá trabalhar para cobrir as despesas. A proposta parece justa quando se olha o perfil econômico de parcela dos detentos. Mas em sua maioria, eles vêm das camadas pobres. Então quem cobriria as despesas? Exigir dinheiro de famílias desmanteladas por crimes cometidos por alguns de seus integrantes seria jogar a culpa sobre quem geralmente já sofre, social e financeiramente, por algo que não teve sua aprovação. Na dúvida disso, basta conversar por uns minutos nas filas de visitas do Complexo do Curado, no Recife, ou no Cotel, em Abreu e Lima. Daí, o projeto sugerir a compensação das despesas com o trabalho do detento. Aqui entra a importância do poder público, ao qual recai, com o estado moderno, a tarefa de criar condições para ressocializar os presos. Qualquer um, neste país, sabe o quanto o Estado tem fracassado no propósito. Culpar os presos por não trabalharem é tapar o sol com a peneira, é jogar a responsabilidade sobre parcela sem poder de legislar, definir orçamentos e prioridades.

Metade da calçada
Mês começa, mês termina, e as calçadas do Derby continuam ocupadas segundo a vontade dos ambulantes. Na Rua da Baixa Verde, metade do passeio público é ocupado por amontados de objetos. De balde plástico e escada a quadros e varas de bambu.

Perto de hospitais
Fácil explicar o desordenamento do comércio informal nas ruas do Derby próximas à praça que tem o nome do bairro. Os ambulantes ocupam os pontos de passagem dos pedestres, geralmente a caminho de unidades de saúde e pontos de ônibus.

Material para coleta
Impresso em papel ofício, um recado no Hospital Getúlio Vargas, no Cordeiro, informa que "exames de sangue estão suspensos temporariamente. Exceto controle de INR". Pacientes, ao perguntarem a razão do problema, ouvem que falta material para coleta.

Difícil caminhar
A hora do almoço é um deus-nos-acuda na Rua Santo Elias, no Espinheiro, para os pedestres. Veículos ocupam as calçadas de todas as formas. Caminhar em alguns pontos da rua se torna tarefa impossível, sendo melhor ir para o meio da pista.

Imagem comprova
Está aí a prova dos nove. O leitor Firmino Caetano Júnior registrou, como havia dito usuário do BRT, o ponto de alagamento a metros da Estação Forte do Arraial, na Avenida Caxangá. Alagamento ocorre porque a rede de drenagem pluvial está entupida.

Limpeza feita
Depois de quase uma semana de lixo se acumulando, como denunciou a coluna, na Rua Ingazeira, no Janga, uma equipe de limpeza de Paulista recolheu os resíduos. O lixo era tanto que, conforme foto de Jau Melo, encheu um contêiner e se espalhou pela rua.

Sem engarrafamento
Os congestionamentos desapareceram no trecho da Avenida Mascarenhas de Morais entre as ruas Professor Aurélio de Castro Cavalcanti e Barão de Souza Leão, na Imbiribeira. Após duas noites de trabalho, a Emlurb fechou as crateras junto ao muro do aeroporto.

Vocação religiosa
Boa parte das obras de requalificação do Monte do Bom Jesus, em Caruaru, está ligado à vocação religiosa do lugar. E com razão. A prefeitura requalificou o entorno da igreja e o receptivo turístico, que inclui velário e a casa de promessas.

Diário de Pernambuco
 


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