As superstições que cercam o bichano pretinho vieram de muitos séculos atrás e até hoje há quem acredite que eles são “do mal” - Foto: Assis Ramalho
Nesta segunda-feira (27) o mundo comemora o “Dia do Gato Preto”, uma data que não é uma homenagem ao bichano, mas um alerta às sociedades contra o preconceito contra os animais, que enfrentam superstições e desafios há séculos. Veja como foi ao longo da história:Nem sempre os gatos (de qualquer cor) foram associados a azar ou bruxaria. No antigo Egito, por exemplo, eles eram adorados na forma da deusa Bastet, a deusa gata que protegia as casas, as famílias, as mulheres, a gravidez e a fertilidade. Ela também era protetora contra doenças, espíritos malignos e pragas, e simbolizava a alegria das festas e a música.
O preconceito e as perseguições religiosas
A história do animal com a falta de sorte começou na Idade Média, por volta de 1300, quando a Igreja Católica promovia as inquisições acusando milhares de mulheres de bruxaria. Havia uma mística, que associava o gato preto, às trevas, à escuridão e, consequentemente, ao mal, ao diabo e à magia negra.
Foram séculos de matança em massa de gatos, associados à bruxaria. As consequências logo surgiram: em 1347 surgiu o primeiro caso de peste negra (a peste bubônica) e se tornou uma das pandemias mais devastadoras registadas na história humana, tendo resultado na morte de 25 a 75 milhões de pessoas na Europa e na Ásia.
O motivo? Aumento de ratos que transmitiam para os humanos a pulga que abrigava a bactéria que causava a peste. Como não havia mais gatos suficientes, os ratos se multiplicaram espalhando pelos continentes as pulgas contaminadas.
Conscientização e adoção

















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