domingo, 26 de agosto de 2018

Erupção do vulcão Vesúvio, que soterrou Pompeia, completa 1.939 anos; conheça a história

Restauradores fazem reparos em corpos petrificados, vítimas da erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C., no laboratório de Pompeia, na Itália. (Imagem: Mário Laporta/AFP)

24 de agosto de 79 d.C. Sem saber, a cidade de Pompeia, no Império Romano, encontrava seu fim. A erupção do vulcão Vesúvio surpreendeu os romanos, que não tiveram tempo sequer de fugir da lava. Lama e cinzas cobriram a cidade por 1.669 anos, até ela ser descoberta por acaso em 1748. Protegeram também o formato de construções, objetos e mesmo do corpo das vítimas, na posição exata de quando foram atingidas pela erupção. O acontecimento histórico completou 1.939 anos nesta sexta-feira, 24. 

A história de Pompeia já era conhecida desde antes de sua descoberta, graças aos escritos de Plínio, o Jovem, que narrou a tragédia que afetou também as cidades de Herculano e Estábia. Silvia Siqueira, professora adjunta de história antiga da Universidade Estadual do Ceará (Uece), relata que, quando Pompeia foi encontrada por acaso quando faziam escavações em um pasto que cobria o local, historiadores e arqueólogos relacionaram os fatos. 

“Hoje a gente sabe muito da vida cotidiana e daquela época [por causa de Pompeia]”, diz. Ela afirma que a população de Pompeia era acostumada com pequenas erupções do Vesúvio, com escapes de fumaças e cinzas. “Plinio fala que durante três dias [antes da explosão] o vulcão ficou exalando as cinzas. Mas eles já estavam acostumados”. Porém, não podiam imaginar a dimensão que a erupção poderia tomar; quando viram, já era tarde demais e não havia como fugir. 

Além da população residente de cerca de cinco mil pessoas, personalidades romanas importantes morreram na tragédia. Pompeia era uma cidade de veraneio, onde os aristocratas que moravam em Roma tinham casas para descansar. “Tinha muita gente rica, era um lugar de encontro de diferentes populações”, coloca Silvia. Tanto que, além de casas luxuosas, a cidade contava com um fórum romano, um centro cívico, e mesmo sistema de esgoto. 

O Vesúvio ainda hoje é um vulcão ativo, que pode entrar em erupção a qualquer momento. Ainda assim, ainda existem populações que vivem próximas a ele. A própria cidade de Pompeia é uma das que mais recebe turistas no mundo, podendo as pessoas chegarem perto do causador da tragédia no século I. Pompeia se tornou patrimônio mundial pela Unesco e movimenta o turismo na Itália, com aproximadamente 2.500.000 visitantes por ano.

“O significado de Pompeia vai muito além da questão turística, consegue trazer informações de diferentes áreas do conhecimento. Ir a Pompeia é conseguir perceber não só o impacto da tragédia, como [também] como as pessoas viviam”, ressalta a historiadora.

Jornal O Povo


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