terça-feira, 1 de maio de 2018

Força-tarefa faz retirada de baronesas e Balneário da Prainha é liberado para visitantes em Paulo Afonso

Área turística ficou interditada por quase 50 dias para trabalho de limpeza. Comerciantes dizem que acumularam prejuízos durante este período.

Depois de mais de 45 dias de trabalho, o balneário da Prainha, em Paulo Afonso, região norte da Bahia, que estava tomado pelas baronesas, foi liberado para voltar a receber visitantes.

A área ficou interditada por quase 50 dias e, durante esse período, um mutirão foi realizado para a retirada das plantas. A força-tarefa envolveu equipes de três secretarias do município: Meio Ambiente, Infraestrutura e Agricultura.

Segundo especialistas, as plantas aquáticas se alimentam de matéria orgânica dos esgotos, deixando um alerta sobre a poluição do Rio São Francisco.

As baronesas se proliferaram em grande volume e, segundo informações da prefeitura, se deslocaram de cidades ribeirinhas até alcançar a margem das águas do município. "O fenômeno, que acontece anualmente, este ano foi intenso", aponta ou a gestão municipal por meio de nota.

Os comerciantes, donos de quiosques instalados no balneário, acumularam prejuízos durante o período de interdição.

"Prejudicou muito a economia local porque, segundo o levantamento da nossa associação, teve 90% de queda de faturamento nos quiosques neste período", calcula o comerciante Rafael Tenório.

De acordo com a prefeitura, foram retiradas baronesas em uma área de 500 mil metros quadrados. O material foi levado para o aterro da cidade, onde vai passar por um processo de secagem.

Agora, a Secretaria de Meio Ambiente está colocando uma barreira de contenção com cabos de aço para evitar novas invasões das plantas.

"Essa contenção é uma contenção que foi autorizada já pela Marinha. Desde que nós façamos toda a sinalização que é determinada por especificações de lei", aponta o secretário de Meio Ambiente de Paulo Afonso, Emanoel Santos.
G1 BA


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