terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Petrolândia: Não seja um ''casmurrão'' - Artigo de Fernando Batista


Por Fernando Batista

Certos dias sentimos o peso da responsabilidade sobre nossas costas acabrunhando nosso amanhecer. Aquela semana difícil, cheia de problemas para resolver. Talvez para alguns desses pareça até nem existir solução. São questões administrativas, do lar, da família, dos filhos, a mesa cheia de contas para pagar, por hora o desemprego insiste em hospedar-se em muitos lares, infelizmente.

O que tem tirado seu sono talvez seja o diagnóstico de uma doença grave, um vício, a relação conturbada no casamento. Também é possível que seus problemas sejam outros. Podem ser ainda de ordem psicossomática, de auto-estima baixa, auto-aceitação, vazio na alma, enfim, questões que ninguém consegue explicar. Ocorre, não é novidade para ninguém, que o ser humano pode se ver diante de serias crises ao longo de sua vida.


Dou aqui duas sugestões. A primeira, é não acreditar que todos os problemas sejam externos. Muitos pensam que o dinheiro, por exemplo, resolve tudo. Há, e não são poucas, pessoas bem abastadas, mas a miséria está alojada em sua alma, o baú que guarda a herança futura está cheio de inutilidades e cinzas existenciais. Os filhos se tornam herdeiros de um NADA incalculável. A segunda dica é abrir-se com alguém. Mas alguém em que se possa confiar de verdade. Caso não saiba, todo mundo precisa de todo mundo. A vida nos é dada para a interação entre as pessoas.

Se você já leu a obra literária “Dom Casmurro”, do escritor Machado de Assis, lembra do Bentinho. Este personagem principal recebeu o apelido de Dom Casmurro por ser muito fechado e ter hábitos reclusos, pouco afável e mau humorado. Peco apenas que façam um exercício: Não seja uma ilha que ninguém queira visitar.


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