sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Codevasf realiza peixamento com 150 mil alevinos na Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo (AL)


Foto: Codevasf/Divulgação

O pirá, peixe símbolo da bacia hidrográfica do rio São Francisco, foi uma das espécies inseridas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Velho Chico durante o tradicional peixamento na Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo (AL). Outras espécies nativas, como curimatã pacu, curimatã pioa, matrinxã, piau e piaba, também foram usadas pela Codevasf. No total, foram soltos 150 mil alevinos no rio. O evento foi realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Penedo.

Com apoio da Agência Fluvial de Penedo, o peixamento ocorreu em três trechos do rio São Francisco entre as cidades de Penedo, em Alagoas, e Neópolis, em Sergipe, e teve a participação de moradores da região e de turistas que estavam na cidade para participar da festividade no domingo (14).

Vitor Aprígio foi um dos visitantes. Ele trouxe a família para prestigiar a secular festa religiosa e cultural. O turista aproveitou a programação do evento para participar do peixamento realizado pela Codevasf e ficou satisfeito em poder contribuir com o repovoamento do rio da Integração Nacional. “Considero esses peixamentos bastante importante, pois devolvem ao rio parte da vida que havia sido extinta pela ação do homem. Com isso, além da vida que retorna ao rio, esses peixes também vão proporcionar alimento para a população ribeirinha que sobrevive da pesca”, afirmou o turista.

Segundo Vinícius Dias Filho, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf em Itiúba, a população deve agora aguardar o período correto para pesca das espécies inseridas neste peixamento. “Para esses exemplares inseridos hoje, o ideal é que a pesca seja realizada quando eles atingirem a faixa etária adulta, o que pode levar de seis meses a um ano dependendo da espécie. É interessante que antes desse período sejam utilizados na região apetrechos de pesca apropriados para não capturar essas espécies, permitindo que os exemplares, como do pirá, possam chegar à fase adulta”, alertou o técnico da Codevasf.

O superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, acompanhou o peixamento e destacou a contribuição da Companhia para repovoamento do rio São Francisco ao envolver a comunidade no processo. “Já é tradição a Codevasf realizar mais um repovoamento do rio São Francisco durante a Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo, além daqueles que são executados durante todo o ano em diversos trechos. Mas o que marca essa iniciativa é o envolvimento dos nativos e turistas na soltura das espécies nativas, uma verdadeira aula de educação ambiental”, apontou Azevedo.

Ele ainda destacou o trabalho científico e tecnológico executado pela Codevasf por meio do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba para reprodução artificial e reinserção de espécies nativas praticamente extintas no Baixo São Francisco, a exemplo do pirá e da matrinxã.

“Todo esse esforço empreendido pela Codevasf passa pelo domínio da tecnologia de reprodução artificial para proporcionar a produção de espécies nativas que antes estavam desaparecidas há gerações. Hoje espécies como o pirá, peixe símbolo da bacia do São Francisco, e a matrinxã voltam a aparecer na rede dos pescadores e na mesa da população, apontando que estamos no caminho certo para repovoamento do rio da Integração Nacional”, declarou.

O peixamento realizado pela Codevasf contou com a participação do secretário municipal de Agricultura de Penedo, Manoel Messias Lima, que representou o prefeito. Vereadores, funcionários da prefeitura de Penedo e da Codevasf, entre outros, também prestigiaram o evento.

Codevasf


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