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Petrolândia: "Família, Tecnologia e Redes Sociais: Desafio de Gigantes" - Artigo de Fernando Batista

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Por: Fernando Batista

A probabilidade é enorme de que você leitor tenha interrompido a leitura deste artigo em inúmeros momentos para ler uma mensagem recebida no celular, para atender uma ligação ou para verificar suas redes sociais. Pois então, as novas tecnologias modificaram nosso modo de trabalhar, de interagir e, inclusive, de nos relacionarmos afetivamente.

A intenção deste artigo de opinião é apresentar de forma breve e objetiva os desafios das novas tecnologias, sobretudo no âmbito da família e das relações entre os indivíduos.

A família, desde sua ancestralidade é conceituada como entidade histórica, mutável na exata medida em que mudam os arquétipos históricos através dos tempos. “ A história da família se confunde com a história da própria humanidade”.


No despontar de novos tempos, está-se vivendo mudanças sociológicas e antropológicas decorrentes do avanço da tecnologia, da revolução no campo da comunicação.

Não faz muito tempo, as pessoas se reuniam no alpendre das casas para contar história e jogar conversa fora vis-à-vis [olho no olho] por longas horas. Os adolescentes iam à casa dos amigos para brincar e se divertirem dando asas à imaginação, enquanto a única preocupação da mãe que os esperavam era lavar os pés antes de dormir.

Hoje, vivenciamos um novo tipo de intimidade, uma espécie de intimidade on-line, em que praticamente todos os membros da família passam a madrugada conectados a amigos, muitas vezes mesmo sem proximidade física.

Esse fenômeno não poderia passar distante da família. Hoje vivemos novas formas de relacionamentos, mas também de distanciamentos. Isso porque a modernidade faz com que o de longe ficasse perto e o de perto ficasse longe. Os indivíduos estão envoltos numa “bolha virtual”. Pais e filhos estão disputando atenção com as mensagens de WhatsApp.

O saudoso poeta gaúcho Mário Quintana, que não vivenciou a era digital, já demonstrava espanto com essas possibilidades denotadas no poema “Bilhete com endereço”: “Mas onde já se ouviu falar num amor à distância, num (tele-amor)?! Nem amor de longe... Eu sonho um amor pertinho, um amor juntinho”.

Finalmente, o que se observa é que o desenvolvimento da afetividade também foi modificado com o passar dos tempos. A conectividade em tempo integral traz a necessidade de que os corações igualmente encontrem novas formas de se conectar.

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