domingo, 24 de maio de 2015

Crise hídrica, artigo de Paulo André Dias


O agreste de Pernambuco passa pela pior seca das últimas décadas e para socorrer quem precisa de água todos os dias, não vai dar para esperar o fim das obras da transposição do Rio São Francisco ou adutora do agreste.

As ações governamentais programadas para conviver com a escassez de água, têm sempre empurrado com a barriga, deixado para carro-pipa e cisternas, sem nunca enfrentar o problema. Agora, em razão da situação crítica dos reservatórios e das previsões meteorológicas de órgãos federais, entre agosto e outubro deste ano existe um grande risco de colapso hídrico, com suspensão da captação de água para consumo humano.

A gravíssima situação exige que todos os moradores da região, quer seja da zona urbana ou rural, se esforcem para garantir que tenhamos água para nosso dia a dia. Alertamos que crises ocorrem, no entanto, só se transforma em flagelo social quando se depara com condições socioambientais precárias, como as do Semiárido pernambucano.

Faz-se necessária mobilização social, buscando atitudes e comportamentos que estimulem a criatividade, o envolvimento e o comprometimento, de solidariedade, ética e garantia de direitos, abordando os vários aspectos dessa crise sem precedentes. Articular uma aliança pela água, de forma a promover valores e despertar a conscientização socioambiental. Ampliar a influência da sociedade civil neste momento de emergência, as atuais e futuras gerações agradecem.

Paulo André Dias da Silva Neto
Ecoempresário, proprietário da Fazenda Fieza

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