segunda-feira, 8 de agosto de 2016

No Dia Mundial do Combate ao Colesterol, médico nutrólogo dá dicas para prevenção

Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) reforça as melhores práticas 

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado nesta segunda-feira, dia 8, a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) alerta sobre prevenção da hipercolesterolemia (aumento do colesterol no sangue) que é considerada um dos principais fatores de risco para infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral (derrame) isquêmico. Ambos se enquadram no grupo de doenças cerebrovasculares, que são as que mais matam no Brasil e no mundo, argumenta o médico Nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Nelson lucif Junior.

O colesterol é um lipídio essencial para o bom funcionamento do organismo, mas, se consumido em excesso, torna-se perigoso. Existem dois tipos de colesterol: o “bom” (HDL: High Density Lipoproteins, lipoproteínas de alta densidade) e o “ruim” (LDL: Low Density Lipoproteins, lipoproteínas de baixa densidade) – tudo depende do tipo de molécula que o transporta pela corrente sanguínea, determinando então se ele é melhor ou pior para a saúde. O LDL transporta o colesterol do fígado para as células, por isso pode formar depósitos nas paredes das artérias e daí desencadear problemas cardiovasculares. Já o HDL pode remover o colesterol e levá-lo para o fígado, onde é eliminado nas fezes e na bile, ou transformado em HDL.

A ingestão elevada de gordura saturada aumenta os níveis sanguíneos de LDL, e reduz os níveis de HDL. “Não é necessário excluir a gordura saturada da alimentação, mas sim consumir em quantidade certa e dentro de uma alimentação prudente e com um acompanhamento médico”, acrescenta. Os alimentos considerados os vilões do colesterol são: bacon, chantilly, biscoitos amanteigados, pele de aves, camarão, queijos amarelos, carnes vermelhas "gordas" e creme de leite. “A carne vermelha deve entrar sim no cardápio, mas ela deve ser contrabalanceada com as ‘brancas’ como de peixe e ave, e principalmente sem gordura. Assim como a pele do frango, ela também deve ser eliminada”, explica Iucif Junior.

Os alimentos isentos de colesterol são os de origem vegetal. Estão na lista: ameixa preta, couve-flor, mamão, amora, damasco, mandioca, azeite de oliva, ervilha, pão integral, pera, cenoura, pêssego, feijão e vegetais folhosos. Um ponto crucial está nas gorduras Trans. Elas são encontradas em margarinas, creme vegetal, gordura hidrogenada e alimentos fabricados e industrializados à base desses ingredientes. Em excesso, os ácidos graxos trans elevam o LDL e reduzem o HDL, colesterol considerado bom para o organismo.

Além de dieta equilibrada, as atividades físicas, praticadas com regularidade, também ajudam a controlar os níveis do colesterol. “Prática esportiva como natação, corrida, futebol, bicicleta e tênis elevam o colesterol bom”, finaliza.

Sobre a ABRAN

A ABRAN é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne mais de 3.800 médicos nutrólogos associados, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população. Visite www.abran.org.br, curta a ABRAN no Facebook facebook.com/nutrologos e no Instagram @nutrologia.

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