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Mãe de vítima de ataque de tubarão faz apelo: 'não entrem na água'

Trecho tem posto de salvamento e placas de alerta

A mãe de José Ernesto Ferreira da Silva, de 18 anos, que morreu após ser atacado por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no domingo (3), contou que ele saiu de casa escondido, pois ela e o marido não deixam os filhos irem sozinhos para a praia. Segundo Elisângela dos Anjos, de 42 anos, ele era um jovem bom e carinhoso, mas que sempre foi afoito e apaixonado pelo mar.

Quando o jovem saiu de casa, na tarde do domingo (3), Elisângela tinha acabado de almoçar e se deitou para descansar. Ela lembra que viu, pela porta do quarto, que estava aberta, o filho se arrumando.

“Ele ia sempre com os amigos para a praia e outros lugares, mas nunca dizia ‘eu vou’. José sabia que eu e o pai dele iríamos dizer não", disse Elisângela. "Se eu soubesse, não deixava ele sair. Ele tinha que ir escondido."

Elisângela contou, ainda, que em uma ocasião anterior, no dia 12 de outubro de 2017, a família viu um tubarão no mesmo local.
“Da última vez que a gente esteve na praia, a família toda junta, foi no Dia das Crianças. A gente viu um tubarão na água e eu mostrei a eles: ‘está vendo o perigo, não entrem’. Saiu todo mundo da água. Ficou todo mundo em pânico”, lembrou.

Apelo

Depois de perder o filho, que faleceu na madrugada desta segunda (4), Elisângela fez um apelo para que outras pessoas respeitem a sinalização e o espaço do tubarão no mar e não entrem na água.

“Minha gente, eu peço a vocês: não entrem na água. Cheguem no máximo até a areia. Agora é a vez deles [tubarões]. Deixem eles lá, o lugar deles é na água. Não entrem. A gente sobrevive na areia”, disse.

Elisânsela não conhece muito bem os amigos que estavam com José Ernesto no momento do ataque, mas sabe que são do bairro onde moram, Santo Aleixo, em Jaboatão. Segundo ela, eles passaram mal e foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após o acidente.

José Ernesto lutava capoeira e tinha o sonho de servir às Forças Armadas, como o irmão mais velho, de 19 anos. Ele e a mãe iriam juntos até a Aeronáutica no dia 31 de agosto.

Notícia da morte

A família chegou a visitar o jovem no Hospital da Restauração (HR), na noite do domingo (3), quando ele passou por cirurgia. Depois de receber a orientação da unidade de saúde, os parentes foram para casa e deveriam retornar no início da manha desta segunda.

"Mas quando foi hoje [segunda] às 5h, a assistente social ligou. Quando a gente chegou, já sabia, porque previa o pior", explicou a mãe.

No dia do ataque, a família ficou sabendo o que tinha acontecido, por meio de uma ligação para o irmão mais velho da vítima.

"Os meninos que estavam com ele na praia ligaram para o meu filho e ele ficou gritanto 'tragam ele para casa, tragam ele para casa'. O telefone desligou e ele não disse o que foi. Aí ele disse 'foi tubarão'. A gente está arrasado", afirmou.

Por G1 PE

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