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MPPE discute plano de ação para o Fórum Estadual de Combate aos Agrotóxicos


Os integrantes do Fórum Pernambucano de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos se reuniram com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na última quinta-feira (3), no Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caop Meio Ambiente), para discutirem propostas e construírem um plano de ação que norteará os rumos que o Fórum tomará daqui para frente. Objetivos, calendário de reuniões, metodologia e dinâmica de trabalho foram debatidos e um esboço da missão, dos valores e da visão da entidade foi elaborado para ser finalizado em reunião de continuação, agendada para 15 de março, e então seguir para a plenária.

As discussões foram dirigidas pelo promotor de Justiça e coordenador do Caop Meio Ambiente, André Felipe Barbosa de Menezes, que estimulou os participantes a realizarem um diagnóstico do Fórum e definirem o foco das futuras iniciativas da entidade. “O Fórum precisa evitar a dispersão, superar a crise de identidade e dar mais dinâmica e objetividade aos trabalhos”, comentou o promotor. Ele sugeriu que o MPPE permaneça como convocador das reuniões, mas não como seu coordenador.

Estiveram presentes representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT-PE), Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Universidade de Pernambuco (UPE), entre outras. Eles reviram o que já foi realizado e chegaram à conclusão de que é preciso colher novas informações e revitalizar as preexistentes. “É necessário reestruturar nossas ideias e metas. Vamos criar um modelo mais oportuno e acelerar os trabalhos para conquistar os resultados que esperamos”, avaliou o procurador Regional do Trabalho Pedro Luiz Gonçalves Serafim da Silva, representante do MPT.

Foi decidido, inclusive, que é mais proveitoso que a cada reunião e balanço de realizações se faça uma resenha do que foi discutido e apresentado. Assim, preserva-se a memória do Fórum e, caso ocorra alguma rotatividade de integrantes, os novatos terão documentos para consulta. “Também é proveitoso se fazer um levantamento dos representantes constantes e mais assíduos, sejam ONGs, órgãos públicos ou ativistas individuais”, adicionou André Felipe. “Eu, inclusive, proponho que tenhamos quatro reuniões ordinárias anuais, podendo o grupo se reunir extraordinariamene, de acordo com a necessidade”, afirmou o promotor de Justiça.

De acordo com André Felipe, há um movimento no País, liderado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), empenhado em diminuir a quantidade de agrotóxicos nos produtos hortifrutigranjeiros. A ideia é que o Fórum Pernambucano tenha as suas estratégias de atuação alinhadas à perspectiva nacional e ao Planejamento Estratégico do CNMP.

MPPE

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