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Programa 'Nordeste Viver e Preservar', da Globo, mostra a escassez e o desperdício no abastecimento de água tratada em PE


Mesmo com a crise no abastecimento d’água em todo o mundo, ainda são comuns os casos de desperdício. O programa Nordeste Viver e Preservar deste sábado (27) mostrou exemplos. De acordo com um estudo feito pela Compesa, 42% de toda a água tratada em Pernambuco se perde antes de chegar às casas, antes mesmo de passar pelos registros. E, de toda a água perdida, quase a metade, 40%, vão embora através de vazamentos na própria rede.

Na PE-15, rodovia de Olinda, a água jorra por um cano. Água tratada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que deveria abastecer residências, se perde entre os carros. A poucos metros dali, o trabalhador autônomo Alex Cândido da Silva chega em casa depois de um dia de trabalho e não encontra água para dar banho nos dois filhos pequenos ou lavar a louça. Usa o que consegue juntar em tonéis. "Virou rotina para a população aqui de Jardim Fragoso. Estamos há três dias sem água – e as contas chegando”, conta.

“A Compesa, nos últimos oito anos, investiu mais de R$ 400 milhões na substituição dessas redes e ainda continua investindo. Ainda há muito a ser feito, mas a gente já observa uma melhora muito grande”, disse Alex Ramos, superintendente da companhia. Uma torneira pingando pode parecer pouca coisa. Mas se ela ficar assim durante um dia inteiro, pode desperdiçar até 46 litros de água. São 184 copos cheios indo pelo ralo.

Existe outro vilão: as ligações clandestinas, junto com os erros de medição, representam 60% de toda a água perdida. É quando alguém coloca um cano direto na rede de abastecimento, sem passar pelo registro, como ocorre nos lava-jatos clandestinos. Pode dar de um a quatro anos de cadeia. Quem paga a conta em dia também fica prejudicado: a ligação clandestina diminui a pressão da água e dificulta o abastecimento regular.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), uma pessoa precisa de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. Em Pernambuco, a média é bem maior: 240. O Instituto Trata Brasil desenvolveu um estudo com base em números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério das Cidades. A conclusão mostra que das 100 maiores cidades brasileiras, 90 não conseguiram reduzir o desperdício de água entre os anos de 2011 e 2012. Nesses lugares, a redução foi de menos de 10%.

Para melhorar a situação, antes de tudo, é preciso universalizar o serviço de saneamento básico. Oferecer para todos os moradores água potável e tratamento de esgoto. Em Pernambuco existe um projeto que já está em execução, a ordem de serviço foi assinada e as obras vão começar pelo município de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Para o projeto ser concluído em toda a Região Metropolitana vão ser necessários doze anos de obras.

O programa deste sábado também trata sobre o macaco prego galego, animal cobiçado desde o descobrimento do Brasil. 

Para ler a matéria completa, inclusive o vídeo com primeira parte do programa, clique aqui>Viver e Preservar mostra desperdício de água e projeto que salva macacos

Nordeste Viver e Preservar, com Francisco José e Beatriz Castro, vai ao ar aos sábados na Rede Globo Nordeste.
Fonte: Rede Globo

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