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Mulher dá entrada em hospital com virose e sai sem o movimento das pernas após injeção, no interior de PE


Parentes de uma cozinheira que deu entrada no Hospital Geral Alfredo Alves de Lima, localizado em Chã Grande, na Zona da Mata de Pernambuco, alegam que após uma injeção de dipirona a mulher teria perdido os movimentos da perna. Marli Gouveia, de 34 anos, teria dado entrada na unidade de saúde com sintomas de uma virose. Um dos laudos médicos emitidos por um dos hospitais que ela deu entrada posteriormente ao ocorrido apontam para uma lesão no nervo ciático.

Segundo Fabiana Gomes Gouveia, sobrinha de Marli que está acompanhando-a nas consultas desde o início, a cozinheira teria dado entrada no Hospital de Chã grande no dia 23 de abril, com um quadro viral, com febre e dor na garganta. O médico havia passado uma injeção de dipirona, que foi aplicado no glúteo.

No momento da aplicação, Marli disse ter sentido que algo estava errado. “No momento em que ela me deu a injeção senti o líquido sair do glúteo para a panturrilha. Era um ardor muito grande e eu avisei a enfermeira, mas ela disse que era normal sentir dor com dipirona”, explica, alegando que a dor é tão forte que não consegue ficar de pé e que não está conseguindo tomar banho sozinha, além de contar com o uso de fraldas descartáveis porque não consegue se deslocar para o sanitário.

Fabiana afirma que no sábado a tia já não conseguia mais andar e que teria retornado ao Hospital de Chã Grande para uma nova consulta. Ela passou por diversos hospitais para ter um novo diagnóstico e tentar solucionar o problema. Todas as unidades de saúde afirmaram que o nervo ciático havia sido atingido pela injeção.

A cozinheira retornou ao Hospital de Chã Grande, na madrugada da última quarta-feira (2) e os médicos plantonistas, segundo Fabiana, teriam visto um edema e apontaram que o nervo ciático realmente tinha sido afetado. "Realizaram um raio-x na minha tia e depois liberaram ela, porque não acusou nada nas imagens. Ela ainda está tomando os medicamentos que os médicos de um dos hospitais que passamos mandou, pra aliviar as dores", conclui.

Na próxima semana a família de Marli pretende dar entrada em uma ação no Ministério Público contra o Hospital Geral Alfredo Alves de Lima. Eles pretendem denunciar a técnica e a unidade pela negligência. “Minha tia entrou no hospital com quadro viral e não com problema de membro. A saúde dela não tem preço e precisamos procurar os direitos dela”, conclui a sobrinha.

O diretor administrativo do jornal, Jânio João afirmou que o hospital está acompanhando o caso e averiguando o acontecido.

Por: Diário de Pernambuco

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