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Recurso muda eleição no Maranhão e Julião Amin fica com vaga para a Câmara de Deputados

Quem perdeu a vaga foi Alberto Filho (PMDB)

O resultado das eleições para a Câmara dos Deputados foi alterado pela terceira vez, devido a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acatou recurso e deferiu o pedido de registro de candidatura de Deoclides Macedo (PDT) no Maranhão. Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado fez, no último dia 12, nova totalização dos votos, incluindo os 56.171 recebidos por Macedo – ele estava sub judice por ter figurado como gestor ordenador de despesas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

A nova contagem acabou beneficiando Julião Amin (PDT), da mesma coligação (PDT/PTC/Pros), que recebeu 64.896 votos e passou da condição de suplente à de eleito. Amin é advogado, tem 68 anos e vai para seu segundo mandato, pois já foi deputado federal entre 2007 e 2011.

Quem perdeu a vaga foi Alberto Filho (PMDB). Bacharel em Direito, 27 anos, ele havia sido eleito com 67.885 votos para sua segunda legislatura consecutiva, pela coligação PMDB/DEM/PTB/PV/PRB/PR.

Dessa forma, a bancada do PDT na Câmara dos Deputados aumenta de 19 para 20 integrantes, enquanto a do PMDB cai de 66 para 65 (veja a composição na tabela ao lado).

Mudanças anteriores
Os resultados das eleições em São Paulo e no Rio Grande do Sul também foram alterados anteriormente por decisões do TSE.

Em São Paulo, com o deferimento do registro da candidatura de Paulo Maluf (PP), em dezembro do ano passado, ele teve seus 250.296 votos contabilizados e ficou com a vaga que seria de seu companheiro de coligação Walter Ihoshi (PSD), que recebeu 88.070 votos.

O empresário e engenheiro civil Paulo Maluf, de 83 anos, já foi prefeito e governador de São Paulo e vai para seu quarto mandato como deputado federal. Já o administrador público Walter Ihoshi, de 53 anos, agora na condição de suplente, é deputado da atual legislatura e esteve na Câmara também entre 2007 e 2011.

A candidatura de Maluf tinha sido rejeitada inicialmente pelo TRE-SP e pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa, por conta de uma condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. No entanto, em novo julgamento realizado no dia 17 de dezembro, o TSE considerou que o crime não foi doloso e, assim, a decisão foi revertida.

No Rio Grande do Sul, José Otávio Germano (PP), antes suplente, passou à condição de eleito, ocupando o lugar de Fernando Marroni (PT), que se tornou primeiro suplente. A mudança ocorreu em novembro de 2014 porque o TSE deferiu o pedido de registro de candidatura de Cláudio Renato Guimarães da Silva (SD), mais conhecido como Cláudio Janta, porque foi comprovado que o candidato não estava em débito com a Justiça Eleitoral por falta de pagamento de multas eleitorais.

Com isso, seus 45.559 votos foram validados e computados para a coligação pela qual concorreu (PP/PRB/SD/PSDB). Embora ele não tenha sido eleito, seus votos acabaram beneficiando Germano.

O advogado José Otávio Germano, de 52 anos, segue para seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Fernando Marroni, servidor público, 58 anos, é deputado da atual legislatura, tendo assumido como suplente, e também esteve na Câmara entre 1999 e 2001 e entre 2009 e 2011.

Agência Câmara Notícias


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