segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ministro de Direitos Humanos diz que País precisa de esforço conjunto contra violência

Ministro comentou relatório que diz que os jovens negros estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, disse nessa quinta-feira (7) que o esforço em combater a violência contra negros deve partir de todos.

Para ele, “é um esforço conjunto, do governo federal, dos governos estaduais e municipais, da sociedade para combater todas as formas de discriminação e preconceito”, disse durante debate sobre o relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014.

O relatório foi divulgado nessa quinta-feira, e trouxe dados sobre a vulnerabilidade dos jovens brasileiros à violência.

De acordo com Pepe Vargas, o papel da secretaria é de "formular, propor políticas, assessorar a Presidência da República, monitorar essas questões, mas também articular os diversos órgãos federais, estaduais e municipais para que, conjuntamente, produzam políticas públicas para enfrentar essa questão”.

Criminalidade

Para Vargas, o relatório apresentado coloca para os gestores e para a sociedade elementos importantes de reflexão sobre as políticas de combate à criminalidade. “Também colocam um componente territorial, à medida em que consegue apresentar onde a violência foi reduzida e onde tem que melhorar”, acrescentou.

“O levantamento mostra claramente que existe um componente de discriminação racial e outro territorial”, afirmou o ministro. Segundo o relatório, os jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Os negros de 12 a 29 anos correm mais risco de exposição à violência do que brancos da mesma faixa etária. No caso específico dos homicídios, o risco de uma pessoa negra ser assassinada no Brasil é, em média, 2,5 vezes maior do que uma pessoa branca.

No Nordeste situação é mais grave

Os dados de homicídios foram obtidos no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. O Nordeste é a região com maior distância entre a taxa de homicídios de jovens negros e brancos. Em 2012, foram assassinados 87 jovens negros para cada grupo de 100 mil jovens negros na região, ante 17,4 jovens brancos para cada grupo de 100 mil jovens brancos. Em outras palavras, o risco de um jovem negro nordestino ser assassinado era quase quatro vezes maior que um jovem branco nordestino.

O debate teve participação também do secretário nacional da Juventude, Gabriel Medina, que destacou a importância do relatório para que as políticas públicas cheguem aos locais mais necessitados. Medina explicou que é preciso olhar não só para as cidades e municípios, mas também para todas as localidades mais vulneráveis.

“Quando a gente olha para estes diagnósticos, obviamente temos que olhar os municípios que nos chamaram a atenção, e, nos municípios, olhar para os territórios nos quais temos que priorizar investimentos para reduzir as vulnerabilidades”, explicou.

O relatório é resultado de parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ministério da Justiça e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. O IVJ será utilizado pelo Plano Juventude Viva, da Secretaria Nacional de Juventude, para orientar políticas públicas de redução da violência contra jovens no País.

Participaram do debate o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro; a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; a representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra Crianças, Marta Pais; e o secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul, Paulo Abrão.

Fonte: Secretaria de Direitos Humanos com informações da Agência Brasil

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