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Para avaliar impactos da tragédia de Brumadinho para o rio São Francisco, Vereadores de Petrolina viajam até Minas Gerais

Os vereadores Cristina Costa (PT) e Ronaldo Souza (PTB) fizeram a coleta da água, em pontos dos rios São Francisco e Paraopeba, para que uma análise seja realizada. — Foto: Reprodução TV Grande Rio

Com o objetivo de buscar informações sobre os possíveis impactos ambientais que a tragédia de Brumadinho-MG pode causar ao rio São Francisco, os vereadores Cristina Costa (PT) e Ronaldo Souza (PTB), de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, formaram uma comissão e foram até Minas Gerais buscar informações.

A viagem durou uma semana. Em Minas Gerais, os vereadores percorreram aproximadamente 3.700 km e passaram pelos municípios de Brumadinho, Pompeu, Três Marias, Pirapora, Belo Horizonte e Curvelo. Durante a viagem, os vereadores foram informados que a água de toda extensão do rio São Francisco, de Minas Gerais a Alagoas, está sendo monitorada pela Vale. Mas os relatórios com os resultados estão sendo mantidos em sigilo. "Preocupante, é um estado de alerta. Isso a gente não pode deixar de passar para a população", declarou o vereador Ronaldo Souza.

Por conta própria, os políticos fizeram a coleta da água, em pontos dos rios São Francisco e Paraopeba, para que uma análise seja realizada. "A gente trouxe essas águas para levar à Embrapa, para ver o índice de poluição, quais os metais que se encontram nela, como pode ser prejudicada aqui a região do Vale do São Francisco e chamar urgentemente. É preciso que os governadores do Nordeste se unam em favor do rio São Francisco, em defesa do Rio São Francisco, para irmos para cima diante do governo de Minas e do governo Federal - analisou a vereadora Cristina Costa.

Os vereadores também encaminharam um ofício à Vale, solicitando os relatórios de qualidade da água do rio Paraopeba. O documento ainda questionou qual o nível do comprometimento da qualidade da água do rio São Francisco. Se os resultados obtidos comprovarem a contaminação da água, os vereadores pretendem mobilizar uma força tarefa para salvar o Velho Chico.

"Os metais são prejudiciais à agricultura e a gente está num estado de alerta. O que a gente quer é uma convocação das esferas estaduais, federal, municipais, para que a gente possa fazer a defesa do Rio São Francisco", finalizou Ronaldo.

Por G1 Petrolina

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