sexta-feira, 9 de março de 2018

Agência Municipal do Meio Ambiente de Petrolina alerta para impactos ambientais com baixa vazão do Rio São Francisco


Durante o período de estudos, uma das barcas que faz o transporte fluvial entre Petrolina e Juazeiro, encalhou próximo à parada de embarque e desembarque (Fotos: Jonas Santos)


O maior reservatório do Nordeste, o lago de Sobradinho, na Bahia, teve a vazão reduzida para 550 metros cúbicos de água por segundo. Com um menor volume de água sendo liberado, pesquisadores da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), em parceria com a Marinha do Brasil, estão fazendo uma análise sobre os impactos que essa redução pode ocasionar no Rio São Francisco. A ação faz parte do Projeto Orla Nossa, desenvolvido pela Prefeitura de Petrolina.

Ao percorrerem todos os trechos da Orla I e II, as equipes perceberam a extensão dos impactos ambientais e na navegabilidade nessas áreas causados pela baixa vazão.

De acordo com diretor de Projetos da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Victor Flores, quem navega pelo Velho Chico deve redobrar a atenção. “Nossa análise visa, também, averiguar como está o assoreamento nessas áreas. Há locais no meio do Rio São Francisco que a profundidade chega a 50 cm. Quem navega por aqui, deve prestar mais atenção para riscos de acidentes, até que a vazão aumente”, alerta.


Durante o período de estudos, uma das barcas que faz o transporte fluvial entre Petrolina e Juazeiro, encalhou próximo à parada de embarque e desembarque. Pescadores e membros da equipe da Marinha tiveram que puxar a embarcação para que os passageiros pudessem descer.

O diagnóstico de profundida, juntamente com a pesquisa de qualidade de água, iniciada na semana passada, devem nortear as próximas ações do projeto.

Sobre o Orla Nossa – É um projeto de revitalização do Rio São Francisco que vem sendo desenvolvido desde o início da gestão, em 2016. Entre os trabalhos realizados pela Prefeitura de Petrolina, estão o estudo e a retirada das baronesas, a inserção de 35 mil alevinos e a operação que identificou e solucionou ligações clandestinas e tubulações que despejavam esgoto no rio. O projeto agora está na fase de recuperação da mata ciliar degradada na extensão da Orla I, no processo de educação ambiental e de análise da qualidade da água.

Entre as parcerias firmadas, o programa conta com o auxílio do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, 72º Batalhão de Infantaria Motorizada e a Codevasf e da Marinha do Brasil.








Att,



Giomara Damasceno




Assessora de Imprensa da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE)


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