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Índices de acidentes com moto motivam debate na Alepe


Os altos índices de acidentes com moto e a busca por soluções foram debatidos no Grande Expediente Especial de quinta-feira passada (28), por solicitação do deputado Aluísio Lessa (PSB). De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Saúde, o gasto anual com esses acidentes chega a R$ 1 bilhão.

Ao dar início ao debate, o primeiro-secretário da Casa, deputado Diogo Moraes (PSB), chamou atenção para as sequelas dos acidentes: “É um problema que resulta em ferimentos graves, deixando pacientes impossibilitados de trabalhar. Sem falar no pior: milhares de mortos todos os anos”.

Destacando o custo dos acidentes para o Sistema Único de Saúde (SUS), Aluísio Lessa observou que o dinheiro poderia estar sendo investido de outra forma. “Esses recursos fazem falta em outras áreas. Poderíamos estar investindo, ao invés de gastando.”

Representando a Secretaria Estadual de Saúde, Patrícia Israel alertou que “a maioria dos acidentes ocorre durante o fim de semana, e está frequentemente associada ao uso do álcool e ao excesso de velocidade. A imprudência é tão grande que, não raro, o motociclista está sem capacete”.

As estatísticas da pasta pernambucana dão conta de que, entre dez acidentes que resultam em óbito, nove vítimas são homens em faixa etária produtiva. Nos casos em que não há mortes, a cada cinco ocorrências, quatro envolvem homens. “Esses registros resultam em necessidade de próteses, órteses, fisioterapia e acompanhamento psicológico, mobilizando toda a rede de saúde”, relatou Patrícia.

O coordenador-executivo do Comitê de Prevenção aos Acidentes com Moto em Pernambuco (Cepam), o médico João Veiga, destacou que mais de dez mil pessoas sofreram acidentes de motos, de setembro de 2013 a setembro de 2014. “Isso significa 47% de todos os pacientes que chegam ao Hospital da Restauração”.

Chefe de Engenharia do DNIT-PE, Emerson de Moraes ressaltou que o principal elemento que causa as ocorrências é o comportamento do condutor. “Apenas 4% das causas dos registros devem-se à infraestrutura rodoviária”, apontou.

Diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN-PE), Charles Ribeiro alertou para o uso imprudente das motos com menos de 50 cilindradas, conhecidas como cinquentinhas. “Essas motocicletas não possuem obrigatoriedade de licenciamento e os condutores se aproveitam disso para cometer infrações”, observou Ribeiro.

Ao citar pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o deputado Eduíno Brito (PHS) destacou que 80% dos brasileiros avaliam que não serão punidos se não respeitarem a lei. “A fiscalização é importantíssima para disciplinar essas pessoas”, comparou.

Instrutores de cursos de direção defensiva, representantes de fábricas de motocicletas e de concessionárias também compareceram ao debate.

Alepe

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