quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Petrolândia: Parte 2 - Quem ganhou e quem perdeu no município no primeiro turno das eleições em 2018?


Na continuação da análise das eleições realizadas no dia 7 de outubro, iniciada com panorama geral publicado nessa terça (09), publicamos hoje a primeira parte do comparativo entre os resultados das eleições 2014 e 2018, nos diversos cargos.

Saber mais>Parte 1 - Quem ganhou e quem perdeu no município no primeiro turno das eleições em 2018 em Petrolândia?

Presidente - Em 2014, Dilma Rousseff (PT) concorreu a reeleição, inicialmente contra Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), principais concorrentes. O resultado do 1º turno da eleição presidencial em Petrolândia foi 10.909 votos para o PT, 5.588 votos para o Marina e 742 votos para Aécio. Vale lembrar que Marina seria candidata a vice do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em trágico acidente aéreo durante a campanha, em Santos-SP. Naquele ano, apesar de a candidatura ser oficialmente apoiada pelo grupo de situação, Marina Silva não conseguiu bom resultado em Petrolândia, embora tenha recebido a maioria de votos em Pernambuco, único estado onde, além do Acre, terra natal da ambientalista, ela venceu.

No 2º turno, os resultados no município foram 13.953 votos para Dilma Rousseff, reeleita, e 4.083 votos para Aécio Neves.

Em 2018, o candidato do PT, Fernando Haddad, supostamente apoiado pela situação, recebeu em Petrolândia 11.691 votos, Jair Bolsonaro (PSL) obteve 3.034 votos e Ciro Gomes (PDT) conquistou 1.697 votos. A taxa de abstenção no 1º turno desta eleição foi elevada (21,93%).

Governo do Estado - Em 2014, com 1.579 votos a menos do que a eleição para presidente, o candidato à sucessão de Eduardo Campos, Paulo Câmara (PSB), recebeu em Petrolândia 8.066 votos. A campanha e a eleição foram marcadas pela comoção com a morte do ex-governador. Com o PT em sua chapa, o candidato da oposição do município, Armando Monteiro (PDT) recebeu 7.694 votos. Câmara foi eleito no primeiro turno, com 68,08% dos votos. Naquele ano, o terceiro mais votado ao cargo, em Petrolândia, foi Zé Gomes (PSOL) que recebeu apenas 24 votos.


Este ano, a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas se repetiu entre Armando e Paulo, com uma diferença: o PSB e o PT formalizaram aliança para reeleição do governador. O acordo incluiu a desistência de candidatura própria do PT e, sob protestos e apelos, Marília Arraes foi afastada de uma possível concorrência pelo Governo do Estado. O resultado do dia 7 em Petrolândia: Armando Monteiro, em uma chapa composta com Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) como candidatos a senadores, vinculados pelos eleitores ao impeachment de Dilma Rousseff, reforma trabalhista e ministérios de Michel Temer, recebeu 4.718 votos. Paulo Câmara, reeleito em primeiro turno, obteve 8.590 votos. O terceiro lugar ficou novamente com o PSOL. Após os 24 votos de Zé Gomes em 2014, Dani Portela recebeu 456 votos, parte deles das mulheres que decidiram votar somente em mulheres e de eleitores decepcionados com a aliança PT/PSB.

Senado Federal - Em 2014, apenas uma vaga estava em disputa. Na chapa de Armando Monteiro (PTB), o PT indicou João Paulo, ex-prefeito do Recife. Fernando Bezerra Coelho, então no PSB, venceu a eleição. A vitória do PSB em Petrolândia foi apertada, com 7.625 votos para FBC e 7.525 para João Paulo.

Na eleição deste, o PSB trouxe na chapa Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB) como candidatos ao Senado. Apesar de acusado por algumas alas do PT de ter sido um dos mentores da negociação da candidatura de Marília Arraes, Humberto foi reeleito com o maior número de votos para o cargo. Apoiado também pela campanha do candidato a deputado federal Dr. João Lopes (PC do B), em Petrolândia, ele recebeu 9.127 votos. Jarbas levou 6.935 votos. Candidatos apoiados pela oposição, Mendonça Filho recebeu 4.086 votos e Bruno Araújo, 2.987 votos. Sílvio Costa (Avante) ficou em quinto lugar, com 2.341 votos no município.

Como se sabe, o mandato de senador é de 8 anos. Eleito com Humberto Costa em 2010. na chapa que reelegeu Eduardo Campos (PSB) a governador, em 2014, Armando Monteiro estava na metade de seu mandato quando concorreu pela primeira vez ao governo de Pernambuco. Este ano, ele foi confrontado com a possibilidade de um retorno praticamente garantido ao Senado Federal ou ao desafio de entrar, novamente, na disputa pelo mandato de governador. Movimento Pernambuco quer mudar agregou a oposição ao governador Paulo Câmara, vários meses antes da campanha. Inicialmente, o senador Fernando Bezerra Coelho foi cotado para ser o cabeça de chapa da majoritária. Manifestava publicamente o desejo de concorrer nestas eleições. Porém, em meio ao impasse em torno da presidência do Diretório Estadual do MDB, ao qual FBC se filiou após sair do PSB, foi confirmada a candidatura de Armando. A presidência do diretório do MDB em Pernambuco foi concedida a FBC pelo presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá, ao abonar a filiação do político petrolinense ao partido. Porém, a resistência dos membros à troca de comando e consequente transferência do partido da base do governo para a oposição levou a disputa às esferas judiciais. Atualmente, o MDB-PE continua presidido pelo vice-governador Raul Henry, eleito deputado federal.

Na última parte, que será postada nesta quinta-feira (11), trataremos das eleições para deputados estaduais e federais.

Redação do Blog de Assis Ramalho


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