sábado, 11 de agosto de 2018

Lei Maria da Penha: Grupos reflexivos combatem violência contra mulher

O objetivo é proporcionar a homens autores de violência doméstica reflexões sobre gênero e relações familiares.

É através dos Grupos Reflexivos que os que homens, autores de violência doméstica e familiar contra a mulher, em cumprimento de penas alternativas, recebem orientações sobre gênero, família, comportamento e contexto social. A iniciativa que tem o objetivo de prevenir a reincidência criminal e garantir proteção às mulheres contra qualquer tipo de violência é desenvolvida pelo Governo de Pernambuco, por meio da Gerência de Penas Alternativas e Integração Social (Gepais).

Visando modificar os padrões violentos e no cumprimento das alternativas penais, o poder judiciário encaminha os cumpridores às Centrais de Apoio às Medidas e Penas Alternativas (Ceapa), onde são recebidos por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais. Durante seis meses, os Grupos Reflexivos fazem encontros a cada 15 dias. Neste ano, a Gepais registou 157 atendimentos nos municípios de Recife, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Garanhuns, onde estão sediados os grupos. Atualmente quatro grupos estão em atividade no Recife (1), Caruaru (2) e Garanhuns (1).

“As equipes multidisciplinares das Ceapas ganharam um grande reforço com a publicação da Política Estadual de Alternativas Penais o que contribuiu para a prevenção à criminalidade e reintegração social dos homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesses grupos são abordadas e trabalhadas as temáticas mais relevantes no que se refere à violência de gênero”, explica a Gerente da Gepais, Raquel Brandão.

MARIA DA PENHA - A Lei sancionada em 2006 leva o nome da farmacêutica cearense Maria da Penha. Ela foi vítima do próprio marido e ficou paraplégica após as agressões sofridas dentro de casa.
A Gepais é tocada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

SJDH


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