sexta-feira, 12 de junho de 2015

Policiais civis de PE decidem cruzar os braços novamente na próxima quinta-feira

Decisão foi tomada pela categoria após assembleia realizada na noite desta quinta / Foto: Renata Monteiro/JC
Decisão foi tomada pela categoria após assembleia realizada na noite desta quinta Foto: Renata Monteiro/JC

Após uma paralisação de advertência de 48 horas, os policiais civis de Pernambuco decidiram, em assembleia da categoria, realizar nova paralisação de 24 horas da próxima quinta-feira (18). Com isso, serviços como emissão de carteira de identidade, diligências e investigações vão ser novamente suspensos. Os policiais cruzaram os braços nessa quarta e quinta-feira (11), apesar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ter determinado a volta imediata da categoria ao trabalho, estabelecendo multa de R$ 30 mil por dia. O ato desta semana foi o segundo nos últimos 30 dias.

Dentro do plano de mobilização, os policiais planejam uma passeata na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, para pedir o apoio da população nas reivindicações da categoria. Já na quinta-feira da paralisação, uma caminhada será realizada às 15h da sede do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol) até o Palácio do Campo das Princesas, ambos na área central da capital pernambucana. Os policiais decidiram ainda que não irão trabalhar no plantão do São João, em protesto ao valor pago pelo dia de trabalhado. Sobre a decisão do TJPE, o Sinpol informou que irá recorrer.

Segundo o Sinpol, a categoria reivindica melhores condições de estrutura, fixação da gratificação por risco de vida em 225% para todos os policiais civis do Estado e revisão do Plano de Cargos e Carreiras. “A Polícia Civil enfrenta muitos problemas de estrutura: o governo não está fornecendo nem água para beber nas delegacias nem material de limpeza especializado para o IML. A insatisfação com a situação atual é de toda a categoria”, afirmou o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros.

PARALISAÇÃO

O primeiro dia da parada programada foi agitado. No IML, não houve liberação de corpos pela manhã. Após a diretoria do instituto se comprometer a dar resposta em relação a problemas estruturais e de desvio de função, os policiais civis retomaram as atividades ao meio-dia, mas o serviço ainda era lento. “Cheguei por volta das 11h para liberar o corpo do meu neto e houve atraso por causa da paralisação. Mas agora à tarde está mais tranquilo, parte do pessoal que estava aqui foi atendida”, afirmou a auxiliar de cozinha Patrícia Pereira, 30 anos.


Do JC Online
com informações da repórter Renata Monteiro

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