terça-feira, 3 de julho de 2018

Ataque de abelhas deixa 15 cachorros mortos e moradores feridos no DF


Oito cachorros morreram no local e cerca de 30 foram encaminhados a um hospital veterinário, onde outros 7 não resistiram às picadas (Foto: CBMDF/Divulgação)

Após um ataque de abelhas, 15 cachorros morreram, nesta segunda-feira (2), em uma casa na QI 11 do Lago Sul. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h30 para atender ao chamado dos moradores. Oito cães morreram no local e cerca de 30 foram transportados a uma clínica veterinária, onde 7 deles acabaram não resistindo às picadas.

Várias pessoas na região foram picadas pelos insetos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas estavam dispersas, o que dificultou a captura delas durante a tarde. Os bombeiros orientaram os moradores da casa e os responsáveis pelo canil sobre os procedimentos a serem adotados para prevenir novos ataques e, à noite, iniciaram a captura. Apesar do susto, nenhum morador precisou de atendimento médico.

Dona do canil, a servidora pública aposentada Marise Castilho contou que não estava em casa no momento do ataque, porque acompanhava na casa do filho dela o jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Quando voltou, as abelhas já haviam picado os animais. Um funcionário dela acionou o veterinário para prestar socorro aos bichos.


Os cães, segundo a mulher, são da raça Yorkshire terrier e eram destinados à doação. "Eu não faço disso um negócio. E eu estudo pra quem eu vou dar. Se não for pra ter uma vida melhor do que aqui, eu não doo não", afirmou. A mulher afirmou que tem uma licença no Kennel Club, entidade de cinofilia, para criar os bichos. Disse desconhecer, no entanto, a necessidade de autorização dos órgãos governamentais competentes.

Uma das hipóteses considerada pelos bombeiros é de que o latido dos cachorros pode ter atraído as abelhas, animais sensíveis ao barulho. Segundo a corporação, os insetos estavam dentro de um bueiro na região. "É necessário evitar atiçar e chegar próximo ao local, principalmente crianças e pessoas alérgicas. No caso de ataque, é preciso procurar o médico", afirma o sargento do Corpo de Bombeiros Raimundo Silva.

O sargento explica que os militares usam roupas específicas ou o próprio uniforme de combate a incêndio durante a captura dos insetos. O objeto é encontrar a rainha, para que as demais se dispersem. Depois disso, as que sobrevivem são levadas a apicultores.

Correio Braziliense/Diário de Pernambuco


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