sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pessoas com relógio biológico noturno têm mais chance de desenvolver problemas de saúde, diz estudo

Pesquisa revelou maior incidência de diabete, problemas gastrointestinais e distúrbios psíquicos entre os que dormem mais tarde.

Um estudo realizado por pesquisadores das universidades Northwestern, nos Estados Unidos, e Surrey, na Inglaterra, analisou a relação entre mortalidade e hábitos de sono e chegou a uma conclusão preocupante para aqueles que costumam se deitar tarde: eles possuem mais chance de desenvolver problemas de saúde.

A pesquisa comparou os dados de 433.268 adultos britânicos com idade entre 38 e 73 anos, obtidos na base de dados do sistema de saúde britânico, o UK Biobank, ao longo de seis anos e meio. Ao analisar os dados de pessoas que declararam ser mais ativas no período noturno, descobriu-se que a taxa de mortalidade foi 10% maior.


Essas pessoas ainda apresentaram mais chance de desenvolver diabete, problemas gastrointestinais e respiratórios e distúrbios psicológicos. Para Kristen Knutson, professor de neurologia da universidade Northwestern e um dos autores do estudo, a causa estaria no descompasso entre o relógio biológico e sua vida cotidiana.

“O que achamos que está acontecendo é que as pessoas mais ativas à noite estão tendo problemas em lidar com a rotina diurna. Essa diferença entre seu relógio biológico e o mundo externo pode levar a problemas de saúde ao longo dos anos”, disse Kristen à CNN.

Uma informação que chamou a atenção foi a incidência de problemas psicológicos: pessoas com mais disposição no período noturno apresentaram o dobro de chance de desenvolver distúrbios psíquicos.

É importante destacar que o estudo foi feito apenas com britânicos, o que permite questionar se o resultado não seria diferente com pessoas de outras regiões.

Folha de S. Paulo/O Estadão


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