terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ministério Público Federal dá prazo de 30 dias para investigar a Priples

As recentes denúncias envolvendo a empresa pernambucana Priples, acusada de praticar esquema de pirâmide financeira, chegaram ao Ministério Público Federal (MPF). O procurador da República, Anastácio Nóbrega, recebeu nesta segunda-feira (05) um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para investigar o caso, e tem um prazo de 30 dias para analisar a situação.

No último sábado, o empresário Henrique Maciel Carmo de Lima, proprietário da Priples, e a esposa dele, Mirele Pacheco, foram presos pela Polícia Civil. Na residência do casal foram encontrados US$ 300mil (o equivalente a R$ 600 mil, em espécie). Além disso, foram apreendidos três carros de luxo. O esquema está sendo investigado pela Polícia Civil, conforme o Diario antecipou, com exclusividade, em junho.

Todo o patrimônio da empresa, avaliado em R$ 72 milhões, está bloqueado. Com isso, todos os pagamentos e novas adesões também estão paralisados. Na tarde desta segunda-feira, alguns divulgadores da Priples, Telexfree e Bbom fizeram um protesto na Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira. Eles pediam que as empresas voltassem a operar normalmente (a Telexfree e a Bbom também estão impedidas de funcionar).



Leia abaixo a nota que o MPF enviou, na íntegra:

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco vai apurar o seguinte procedimento administrativo relativo à empresa Priples:

PA 1.26.000.002197/2013-82 - Apurar notícia de possível formação de esquema conhecido como “pirâmide financeira” ou “Esquema Ponzi”, consistente em operação financeira em que a remuneração de clientes antigos é feita com o dinheiro dos novos clientes e não com o rendimento de serviços ou produtos, por parte dos representantes legais da empresa de marketing multinível Priples, conforme relatado nos documentos encaminhados pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco - MPPE, por meio do Ofício nº 263/13-18ª PJ CON.

O procurador da República Anastácio Nóbrega Tahim Júnior recebeu hoje, 5/8, o referido procedimento administrativo e tem até 30 dias para analisar o caso.

Com informações do Diário de Pernambuco

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