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Fernando Baiano se entrega na sede da Polícia Federal em Curitiba

Ele é apontado como operador no esquema de corrupção da Petrobras. Fernando Baiano era considerado foragido da polícia desde sexta-feira.

O lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras, se entregou na tarde desta terça-feira (18) na sede da Polícia Federal, em Curitiba. O advogado dele, Mário de Oliveira Filho, afirmou na segunda-feira (17) que o cliente é usado como "bode expiatório" na operação Lava Jato. Baiano era considerado foragido da polícia

"O Fernando está sendo usado como bode expiatório e ele não tem nada com o PMDB, com ninguém, absolutamente ninguém, nada, zero de PMDB", disse o advogado na segunda-feira.

De acordo com Mário de Oliveira Filho, Soares havia se colocado à disposição para colaborar com a investigação da PF assim que foram divulgadas na imprensa informações sobre o seu suposto envolvimento no esquema de corrupção e pagamento de propinas na Petrobras, em abril deste ano.

Operador do PMDB
Ao depor à PF e ao Ministério Público Federal em outubro, o doleiro Alberto Youssef, considerado um dos líderes da organização criminosa desarticulada pela Lava Jato, disse à Justiça Federal do Paraná que Fernando Baiano operava a cota do PMDB no esquema de corrupção que tinha tentáculos na Petrobras.

O doleiro afirmou ao juiz federal que Fernando Baiano fazia a ponte entre a construtora Andrade Gutierrez com a estatal do petróleo. A assessoria de Michel Temer, presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, informou nesta sexta que o lobista “nunca teve contato institucional com o partido".

Prorrogação
Ainda nesta terça-feira, a Polícia Federal ingressou com um pedido na Justiça Federal para que a seja prorrogada a prisão temporária de seis, dos 17 presos da atual fase da Operação Lava Jato. De acordo com a PF, o objetivo é que eles permaneçam detidos, pelo menos, até domingo (23). Entre as pessoas cuja prorrogação foi solicitada está o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.

Além dele, os policiais federais também solicitaram a prorrogação da prisão temporária de Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da empreiteira UTC; José Aldemário Pinheiros Filho, presidente da Construtora OAS; Matheus Coutinho de Sá Oliveira, vice-presidente do conselho de administração da OAS; Walmir Pinheiro Santana, dirigente da UTC Participações; e Alexandre Portela Barbosa, funcionário OAS.

No documento enviado nesta terça ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, a PF justificou que é necessário prorrogar as prisões desses de seis suspeitos porque teria ocorrido o "vazamento" da deflação da mais recente fase da operação policial, ocorrida na última sexta-feira (14). Os policiais não deram detalhes sobre o suposto vazamento.

No entanto, a PF informou a Sérgio Moro que nove pessoas detidas temporariamente na semana passada já podem ser liberadas. O prazo dessas prisões temporárias se encerraria à meia-noite desta terça.

O magistrado do Paraná ainda não se posicionou sobre o pedido da Polícia Federal. Há a expectativa de que ele se manifeste sobre a eventual prorrogação das prisões ainda nesta terça.

G1

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