quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Petrolândia/Jatobá: Descida de baronesas e alta mortalidade de peixes em tanques-rede despertam preocupações sobre o Lago de Itaparica



Na última sexta-feira (08), a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) alertou que blocos da planta baronesa haviam se desprendido e estavam descendo o rio São Francisco. Segundo o órgão, o deslocamento da vegetação ocorreu pela mudança de direção e velocidade dos ventos, além da queda da vazão da barragem de Sobradinho, reduzida para cerca de 550m³/s. Na tarde dessa quarta-feira (13), o fenômeno foi registrado no Lago de Itaparica, junto à Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, entre Petrolândia e Jatobá, em fotos e vídeo, pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Petrolândia, Rogério Viana.

O diretor de Projetos da AMMA, Victor Flores, afirmou que a migração das baronesas não traz prejuízos para a natureza. “Esse é um evento natural, que foi potencializado pela diminuição da vazão, Sobradinho nunca esteve numa vazão tão baixa. Por isso, deve-se redobrar a atenção, principalmente com a navegação, para que não ocorra nenhum acidente”, esclareceu ele, na semana passada.



Outro fenômeno, esse nada natural, é a alta mortalidade dos peixes nos tanques-rede, com altos prejuízos aos piscicultores do Lago de Itaparica, principalmente na margem baiana. Segundo o secretário municipal, alguns produtores estão com 100% de perdas em tanques. Grande quantidade de peixes mortos tem sido removida dos criatórios, com situação preocupante em Glória, na Bahia.

Atualmente, o Lago de Itaparica está com pouco mais de 11% de volume útil. As chuvas que caem na cabeceira da bacia do São Francisco têm alimentado Sobradinho em mais de 1000 m³/s, reservatório atualmente com volume útil estimado em 3,75%, conforme relatório da Agência Nacional de Águas (ANA).



Redação do Blog de Assis Ramalho
Fotos e vídeo: Rogério Viana


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