terça-feira, 5 de junho de 2018

Cidades Lixo Zero reúne mais de mil participantes em Brasília


Fotos: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A encantadora abertura do 1º Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, feita pelo grupo Circo Teatro Udi Grudi, tocando músicas do cancioneiro brasileiro, como Maria Bonita, Aquarela do Brasil (Ari Barroso) e Trenzinho Caipira (Heitor Villa Lobos), em instrumentos feitos de material reciclado, com sonoridade única, deram uma prévia das palestras que viriam a seguir.

Da mesa de abertura, participaram, além de Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil; Rodrigo Rollemberg, governador do DF; Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa do DF; Júlio Reis, presidente da Terracap; Jair Tannus, secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do DF; Gustavo Cesário, diretor executivo da Confederação Nacional dos Municípios; Mara Luísa Alvim Motta, gerente executiva da Caixa Econômica Federal e o deputado distrital, Júlio César.

Nas falas, um ponto em comum: a busca do Brasil por melhores práticas no descarte de resíduos sólidos e o empenho de cada instituição para, individual ou coletivamente, encontrar as soluções para os problemas gerados por um excesso daquilo que se considera lixo. Para o presidente da Câmara Legislativa do DF, Joe Valle, "o compromisso principal é levar o lixo zero às escolas e às casas do DF".


Rodrigo Rollemberg, por sua vez, pontuou a importância de se ter fechado "o segundo maior lixão do mundo", destacando que Brasília quer ser exemplo para o Brasil. Das ações já praticadas atualmente na capital do país, está a valorização das cooperativas de catadores. "Hoje, todo o lixo reciclável passa pelas cooperativas. Há no DF a garantia de uso dessas cooperativas e já fizemos a contratação de 600 catadores para atuarem como agentes ambientais, para atuarem na educação dos moradores de Brasília e entorno", afirmou.

Por sua vez, Jair Tannus lembrou que "lixo zero é uma escolha da população; é uma escolha de consciência, de não compra, de não consumo". Este é o caminho que "obrigará a indústria à uma mudança de paradigma", completou.

Let's do it

Por outro lado, o palestrante Pal Martensson, da Academia do Let's do it, mostrou o significado de lixo zero pelo mundo: "tudo o que você faz, importa", garantiu. O sueco falou de suas histórias com o lixo ao redor do globo. O Laos, "país mais bombardeado do mundo", como explicou, faz um trabalho de coleta de bombas, cujo metal, depois de reciclado, pode se transformar, entre outras coisas, em talheres, exemplificou.

Pal Martensson lembrou que certa vez trabalhou, juntamente com um coletor de metais no Laos, durante 12 horas. Ao final da exaustiva jornada, levaram todo o material reciclável ao receptor que pagou US$ 3 por tudo. "Os pobres e os resíduos sempre estão conectados. As pessoas têm que entender que o lixo tem valor", concluiu.

Em seguida vieram os exemplos de cidades que administram de forma certeira o seu descarte, rumo às ações que levem ao lixo zero. San Francisco, nos EUA, foi o exemplo trabalhado por Alex Dmitriew, que destacou entre as chaves para o sucesso a política, a educação e as parcerias; o caso da Eslovênia, por Janko Kramzar, que abordou o tratamento dado aos resíduos na capital do país, Ljubliana; e a Itália, representada por Raphael Rossi, que mostrou o quanto o país avança quando o assunto é reciclagem.

No decorrer da tarde, Renata Lordello, da ONG Heroes del Medio Ambiente, apresentou a bem-sucedida ação desenvolvida na cidade de Manabao, na República Dominicana. Sua apresentação, 'Lições aprendidas: 10 anos de projeto Lixo Zero', apontou que o fundamental para se avançar com os objetivos do lixo zero são "a busca do bem comum, o combate ao assistencialismo e o fazer com o que se tem".

Lordello destacou ainda o empoderamento e o envolvimento do cidadão e a aproximação dos governos locais e sua população para que as ações sejam bem sucedidas. A representante da República Dominicana concluiu afirmando que "as iniciativas mais fortes foram lideradas por mulheres".

Programação de 6 de junho

9h - 9h30 - Keynote: Charles Moore – Lixo no Mar e Lixo Zero

9h30 - 10h40 - Educação e Consciência: Atiq Zaman (Curtin University) Maria Vitória Ferrari (FGA - UnB) Nathan Lukacs (Escola Lixo Zero) Escola Lixo Zero – Arvense IZAC (Gustavo Rittl)

10h40 - 10h55 - Coffee Break

10h55 - 12h05 - Reduzir e Reutilizar: Pal Martensson (Kretzloppsparken) Stéphane Vatinel (La recyclerie) Giseli Schena (Mesa Brasil) Tainá Zanetti (Slow Food)

12h05-13h05 - Reciclar: Richard Anthony (ZWIA) Mal Williams (ZW Wales) Alexandre Mesquita (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações) Vilmar Simion Nascimento (Programando o Futuro)

13h05 - 14h - Almoço

14h - 14h30 Keynote: Tan Yigitcanlar – Cidade Inteligente é Lixo Zero

14h30 - 15h30 - Tendências Lixo Zero: Mateus Mendonça (Giral) Elissa Fichtler (Cataki) Francisco Biazini (Internet of Things)

15h30 - 16h30 - Logística e Infraestrutura: Kate Bailey Enzo Vergalito Stefano Ambrosini

16h30 - 16h45 - Coffee Break

16h45- 17h45 - Comunidade LZ: Zoraide Gomes Cris dos Prazeres (Morro dos Prazeres – RJ) Antonio Macêdo e Guto de Lima (Aldeia Lixo Zero) Renata Lordello (Fundación Héroes del Medio Ambiente)

17h45 -18h45 - Compostagem: Germano Güttler (UDESC Lages) Lucas Chiabi (Ciclo Orgânico) Gabriel Berterretche (Lixo Zero Uruguai)

18h30-19h - Keynote: Lançamento – Amazônia Lixo Zero – Ensinados pela floresta

19h -19h30 - Ritual de celebração da aliança entre os povos rumo ao Lixo Zero.

Serviço:

CONGRESSO INTERNACIONAL CIDADES LIXO ZERO
Data: 5 a 7 de junho de 2018
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília – DF
Público: prefeitos, legisladores, gestores públicos, organizações não-governamentais, acadêmicos, empresários, empreendedores, estudiosos do tema e sociedade civil.
Nas redes: Facebook; LinkedIn; Twitter; Youtube
Whatsapp: (61) 99320-9471
Inscrições: gratuitas pelo site http://www.cidadeslixozero.com.br

Assessoria de Imprensa Imagem Corporativa


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