sexta-feira, 18 de maio de 2018

Oito suspeitos de envolvimento na morte do Capitão Oliveira são mortos em confronto com a polícia de Sergipe

Capitão Manoel Oliveira, foi executado a tiros na noite do dia 04 de abril de 2018, dentro de um veículo em uma estrada do município de Porto da Folha (SE), Alto Sertão do Estado.

Na madrugada desta sexta-feira (18), três pessoas foram presas e outras oito morreram em confronto com a Polícia Civil de Sergipe na Operação Rubicão deflagrada para prender os suspeitos de envolvimento na morte do Capitão Manoel Oliveira, executado a tiros dentro de um veículo em uma estrada do município de Porto da Folha (SE) no dia 4 de abril. A operação ocorre nos estados de Sergipe e Bahia.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação foi coordenada pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), que se baseou nas informações checadas através do número 181 e investigação policial. Dos oito mortos, que segundo a polícia reagiram a prisão, dois foram no Bairro Santa Maria, em Aracaju (SE), dois em Poço Redondo (SE), um em Paulo Afonso (BA), dois em Barreiras (BA) e mais um no município de Luíz Eduardo Magalhães (BA).

Ainda segundo a SSP, a ação contra o comandante da Caatinga mantém relação com um trabalho contra a pistolagem na Região Norte da Bahia e Alto Sertão de Sergipe. “A operação aconteceu em setembro de 2017 e prendeu um trio relacionado com o crime de pistolagem na Bahia, Sergipe e Alagoas e tinha como foco em Pedro Alexandre, na Bahia”, diz a nota.

A Delegada Geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, disse que um dos mortos, Antônio Brás, tem relação com a morte do deputado estadual Joaldo Barbosa, ‘Nêgo da Farmácia’, em 27 de janeiro de 2003. “Antônio Bras é um dos participantes da quadrilha. Foram cumpridos 10 mandados de prisão em Sergipe e Bahia. Oito desses suspeitos ousaram reagir, e como a gente já esperava, porque são uma quadrilha altamente organizada e armada, reagiram e entraram em confronto com os policiais”, conta.

A polícia também acredita que o grupo tenha envolvimento com as mortes do presidente da Câmara Municipal de Carira, Jailton Martins, um vereador de Poço Redondo e um ex-prefeito do município de Pedro Alexandre, na Bahia. "Eram pessoas muito perigosas e todas identificadas. A operação continua e haverá desdobramentos em todo o final de semana, possivelmente na próxima segunda-feira”, disse o assessor de comunicação da SSP, Lucas Rosário.

A ação contou com auxílio da Polícia da Bahia onde foram presos três envolvidos, que vão ser conduzidos ao Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), em Aracaju.

Operação Rubicão

A SSP explicou que o nome da operação faz referência a um rio italiano que não poderia ser atravessado pelas tropas romanas por conta de uma lei, mas, ao ser afrontado, Júlio César decide fazê-lo e sua ação culmina numa guerra civil. A expressão "atravessar o Rubicão" significa a tomada de uma decisão perigosa, pensar grande, ou ainda, ultrapassar fronteiras, defrontando-se com um caminho duvidoso e potencialmente perigoso.

O crime

O comandante do Pelotão da Companhia Especializada em Operações Policiais em Área de Caatinga (Ceopac), capitão Manoel Oliveira, foi executado a tiros na noite do dia 4 de abril dentro de um veículo em uma estrada do município de Porto da Folha (SE), Alto Sertão do Estado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), homens armados, em dois veículos Corolla, abordaram o oficial da PM e efetuaram vários disparos, próximo ao local onde fica a sede da unidade da Policia Militar.

O capitão Oliveira tinha 42 anos e fundou o Pelotão da Caatinga em 2008. Essa unidade da polícia atuava no alto e no Baixo Sertão do Estado combatendo todo tipo de crime.

Fardamento

Polícia Federal analisa o material genético presente nos fardamentos da Polícia Militar de Sergipe, encontrados às margens da rodovia entre os municípios de Feira Nova a Graccho Cardoso, no sertão sergipano. O DNA para ajudar na identificação de possíveis suspeitos do crime.

Segundo a SSP, a polícia investiga se essas fardas teriam sidos usadas pelos envolvidos na morte do capitão. O material foi analisado pela perícia da Polícia Civil sergipana.
G1 SE


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