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Dois gaviões feridos a tiros são tratados no Cetas Tangara, da CPRH

Importantes para o controle biológico, aves foram atingidas por disparo, provavelmente de espingarda soca-soca. Um na UR-7 e o outro em Sucupira (Fotos: Daniele Souza/CPRH)

Em um mesmo dia, duas situações semelhantes envolvendo gaviões da espécie carijó (Rupornis magnirostris) mobilizaram equipes do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), num atendimento rápido para salvá-los da morte por tiro, provavelmente de espingarda soca-soca. Feridas, as aves foram encontradas em locais distantes um do outro, no Grande Recife: uma em Sucupira, bairro de Jaboatão dos Guararapes, e outra na UR-7, Várzea, Zona Oeste do Recife.

Pesando 210 gramas, o gavião alvejado em Sucupira foi levado ao Cetas, no bairro da Guabiraba, Recife, na manhã da terça-feira (4), por uma equipe da GAMA – Brigada Ambiental de Jaboatão dos Guararapes, que foi acionada por moradores. Na clínica, passou pela triagem, avaliação em que foi constatada fratura na asa esquerda, provocada pelo disparo. Foi extraído o projétil (bala de chumbo), feita a imobilização da área atingida e iniciado imediatamente o tratamento, com anti-inflamatório e analgésico.

No mesmo dia, o outro gavião carijó foi levado à sede da CPRH, em Casa Forte, pelo gesseiro Paulo Pinto Ribeiro Júnior, morador da UR-7, Várzea, que fez a chamada entrega voluntária ao órgão ambiental. Conhecido na área como uma pessoa que gosta de animais, Paulo Ribeiro relatou que a ave foi encontrada ferida num terreno baldio próximo e, logo, levaram o animal à sua casa. Ele chegou a fazer atendimento inicial, limpando a parte atingida, mas notou que precisava leva-lo à CPRH. A ave, com 176 gramas, foi atingida na asa e na perna esquerdas.

Os dois gaviões, agora, passarão a ser avaliados diariamente no Cetas Tangara. Num prazo estimado em um mês, se verificará se haverá necessidade de passarem por cirurgia ou se, apenas com o tratamento, facilitado porque o atendimento foi rápido, conseguirão se recuperar satisfatoriamente e, posteriormente, serem devolvidos à natureza. Biólogos e veterinários da CPHR alertam que a espécie tem extrema importância para o meio ambiente, especialmente no controle biológico, uma vez que são predadores de ratos e outros animais nocivos, e não representam risco à população humana.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH

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