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Ebola: sobe para 14 o número de pessoas isoladas em Madri

Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri são os países mais atingidos pela epidemia, que também já causou mortes na Nigéria, nos Estados Unidos e na Espanha.

O número de pessoas isoladas em observação em dois andares do Hospital Carlos III, em Madri, no âmbito do protocolo de prevenção do ebola, aumentou para 14, informou hoje (10) fonte hospitalar. Segundo a mesma fonte, há um caso confirmado de infecção, o da auxiliar de enfermagem Teresa Romero Ramos, um “caso em investigação” e 12 casos sob exame em razão de contatos de risco.

O número aumentou com a entrada no hospital, durante a noite de quinta-feira (9), de cinco homens e duas mulheres, tendo sido dada alta a um enfermeiro, também nas últimas horas, depois de as análises terem dado negativas. Todos os casos, exceto o da mulher infectada, são considerados assintomáticos, segundo a mesma fonte.

O “caso em investigação” é o de uma enfermeira, que já teve uma primeira análise negativa e espera ainda a segunda, que é realizada normalmente 72 horas após a primeira.

Os casos sob observação, em razão de “contatos de risco”, envolvem o marido de Teresa Romero, cinco outros homens - três médicos, um enfermeiro e um funcionário sanitário - e seis mulheres - duas médicas, duas enfermeiras e duas cabeleireiras. Estas últimas, que deram entrada no hospital nas últimas horas, estão sob observação porque depilaram a paciente infectada, segundo fontes hospitalares.

Não há nova informação sobre o estado de saúde de Teresa Romero Ramos, cuja condição tinha se agravado na manhã de quinta-feira (9). A investigação sobre as circunstâncias da infecção sugere que uma cadeia de erros permitiu o contágio da auxiliar de enfermagem.

Ela admitiu que tocou o rosto depois de retirar a roupa protetora que usou quando entrou no quarto do missionário Manuel García Viejo, o segundo espanhol que morreu por causa do vírus. Ele foi transferido da África e morreu em Madri.

Funcionários sanitários continuam culpando as autoridades pela falta de formação dada às equipes envolvidas na resposta ao ebola. Os servidores têm dúvidas sobre o tipo de roupas protetoras usadas e outros procedimentos.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, de quarta-feira (8), a epidemia já causou a morte de mais de 3,8 mil pessoas. Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri são os países mais atingidos pela epidemia, que também já causou mortes na Nigéria, nos Estados Unidos e na Espanha.

O ebola, que se transmite por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, foi identificado pela primeira vez em 1976. Não existe vacina, nem tratamentos específicos e a taxa de mortalidade é elevada. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.

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Agência Lusa em Agência Brasil

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