segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Mestre de capoeira é morto após declarar apoio ao PT

Ao tentar defender a vítima, seu irmão, Germinio do Amor Divino Pereira, também foi atingido por facadas, está internado e continua sedado no Hospital Geral do Estado (HGE). Moa foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy. Foto: Reprodução / Facebook

A polarização da política produziu mais uma vítima neste período eleitoral. O mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katende, foi morto após ser atingido com 12 facadas, durante a madrugada desta segunda-feira (8). A motivação para o crime teria sido a afirmação do capoeirista de que votou no candidato Fernando Haddad (PT) neste primeiro turno das eleições 2018.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), a vítima frenquentava um bar em Salvador, quando um apoiador de Jair Bolsonaro chegou gritando em apoio ao candidato do PSL. Moa teria dito que as pessoas daquele estabelecimento eram favoráveis ao Partido dos Trabalhadores e o agressor, irritado, teria voltado a sua casa para pegar uma faca. De volta ao bar, o suspeito desferiu 12 golpes nas costas do capoeirista.

Ao tentar defender a vítima, seu irmão, Germinio do Amor Divino Pereira, também foi atingido por facadas, está internado e continua sedado no Hospital Geral do Estado (HGE).

O autor das investidas, identificado por testemunhas por Paulo Sergio Ferreira, foi preso pela polícia e encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Nas redes sociais, familiares e amigos do mestre capoeirista - que também foi fundador do Filhos de Gandhy - afirmam que ele sempre defendeu as classes menos favorecidas e que seu legado não terminará com este ato de violência.

Diário de Pernambuco


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