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Governo brasileiro repudia violência e cobra explicações da Nicarágua pelo assassinato da estudante pernambucana

Gabrielle Lima, nascida em Vitória de Santo Antão, foi morta na NicaráguaFoto: Reprodução / Facebook

O governo brasileiro cobrou explicações da Nicarágua pelo assassinato da estudante pernambucana Raynéia Gabrielle Lima, morta a tiros de metralhadora na noite dessa segunda-feira (23) em Manágua, capital nicaraguense. "Nós estamos cobrando do governo nicaraguense a apuração das responsabilidades pelo ocorrido e estamos também mobilizados para dar apoio à família e lidar com essa situação trágica que ocorreu hoje [ontem] na Nicarágua", afirmou, brevemente, Marcos Galvão, secretário-geral das Relações Exteriores.

As declarações foram feitas após a primeira reunião em nível presidencial do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile), na tarde desta terça-feira (24), na cidade mexicana de Puerto Vallarta.

Em seu discurso durante o encerramento do encontro, o presidente Michel Temer também falou sobre o assassinato de Raynéia. "Lamentamos profundamente a morte de uma jovem brasileira vitimada pela violência em Manágua, na noite de ontem, em circunstâncias que ainda estão sendo examinadas", disse.

O Brasil também emitiu nota oficial assinada pelo Ministério das Relações Exteriores. O texto diz que, diante do ocorrido, o governo brasileiro torna a condenar o aprofundamento da repressão, o uso desproporcional e letal da força e o emprego de grupos paramilitares em operações coordenadas pelas equipes de segurança, "conforme constatado pelo Mecanismo Especial de Seguimento para a Nicarágua instalado para implementar as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos".

"Ao repudiar a perseguição de manifestantes, estudantes e defensores dos direitos humanos, o governo brasileiro volta a instar o governo da Nicarágua a garantir o exercício dos direitos individuais e das liberdades públicas. O governo brasileiro exorta as autoridades nicaraguenses a envidarem todos os esforços necessários para identificar e punir os responsáveis pelo ato criminosos", diz o texto.

O caso
Raynéia foi baleada por volta das 23h dessa segunda quando voltava para casa, na cidade de Manágua. Ela estava sozinha no carro, mas o namorado vinha no veículo de trás. Atingida com um tiro de grosso calibre no peito, foi levada pelo namorado ao Hospital Militar, morrendo duas horas mais tarde. O carro teria recebido vários disparos. de metralhadora

Manágua enfrenta uma onda de protestos desde abril, com toque de recolher informal após as 19h, em meio a vários relatos de pessoas assassinadas ou sequestradas por policiais e paramilitares do regime do presidente Daniel Ortega. O governo respondeu com violência aos manifestantes e ao menos 360 pessoas já foram mortas, a maior parte civis.

Por: Portal FolhaPE

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