quarta-feira, 11 de julho de 2018

Restos mortais de médico esquartejado estão sendo removidos de poço

Poço em que cadáver de médico esquartejado foi encontrado, no Grande Recife, tem 25 metros de profundidade (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil fez uma terceira coleta de restos mortais do poço em que o corpo do médico Denirson Paes Silva foi encontrado em Aldeia, no município de Camaragibe, no Grande Recife. Partes do corpo da vítima estavam sob areia e metralhas, retiradas de um espaço da própria casa, na área externa, utilizado para armazenar carvão e material de limpeza da piscina.

Os primeiros pedaços do corpo, encontrados na quarta-feira passada (4) dentro de um poço do condomínio onde o médico morava, passaram por perícia e o Instituto de Genética Forense confirmou que o material analisado é, de fato, do cardiologista. A vítima também teve partes do corpo carbonizadas.

"A primeira parte do corpo estava mais próxima da superfície, mas as partes que encontramos em seguida, como é o caso desta, estavam soterradas por metralha e areia de um espaço que estava quebrado quando a perícia chegou", afirmou o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, em entrevista coletiva no Recife nesta terça (10).

Ele acredita que isso mostra que ocultação do cadáver foi estratégica. "Quem tentou ocultar o corpo fez isso com muita cautela, porque usou areia para impedir a ação de bactérias", disse Joselito Amaral.

Mesmo com três coletas feitas até esta terça (10), a Polícia Civil ainda não reuniu todas as partes do corpo. As buscas continuam até que o Corpo de Bombeiros sinalize que não há mais restos humanos no poço.

Com esse trabalho em andamento, o laudo pericial que vai apontar a causa da morte do médico também está pendente. "Estamos aguardando a coleta de mais partes para que todas elas possam ser analisadas e, a partir daí, os médicos legistas podem investigar o que motivou", explicou a gerente-geral da Polícia Científica, Sandra Santos.

Investigados

Mesmo sem saber se outras partes do corpo de Denirson foram depositadas em outros lugares além do poço, a Polícia Civil acredita que a falta de informações fornecidas pela esposa e por um dos filhos da vítima, que estão presos, é algo relevante para apontar a participação dos dois no crime.

"Como o corpo do seu marido ou do seu pai é encontrado em um poço dentro de casa e não há nada a dizer? O silêncio dos dois já diz muito a nós", afirmou o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral.

Para a Polícia Civil, até então, não há indícios da participação de uma terceira pessoa no crime, ou seja, a participação do filho mais novo do casal segue descartada até esta terça (10). "Ele colaborou, falando com a polícia e indicando um possível rumo das investigações", disse Joselito Amaral.

Por G1 PE


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