quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Duas horas após sair da prisão, líder do tráfico, esposa, filhos e genro são mortos na Bahia


Um líder do tráfico de drogas que atuava no Extremo Sul da Bahia foi executado com vários tiros na noite desta terça-feira (16) junto com a esposa, um casal de filhos e um genro, na BR-101, na região de Mucuri, distante 5 km da fronteira com o Espírito Santo. Jalperaz do Espírito Santo Rocha, conhecido como ‘Soca’ e ‘Coroa’, havia saído do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, onde há 3 anos cumpria pena por tráfico, às 17h desta terça. Duas horas depois, por volta das 19h, ele foi morto junto com a família.

Líder do tráfico em cidades da Costa das Baleias, de acordo com a Polícia Civil, ele era suspeito de vários homicídios, inclusive uma chacina que resultou na morte de quatro pessoas e outras quatro feridas em Prado, uma das cidades onde atuava na região, sem ter piedade dos rivais. A Polícia Civil informou que informações obtidas junto a familiares do traficante dão conta de que ele estava fugindo para o estado capixaba com medo dos rivais e iria se reestruturar para voltar com mais força para o tráfico no Extremo Sul.

Na chacina que o vitimou junto com a família, quatro homens armados com pistolas em um Corola branco fecharam o carro em que seguiam viagem – um Siena vermelho dirigido pelo genro Alan Cláudio de Sousa Felipe, 22 – e fizeram os disparos.


Todos os integrantes do veículo morreram na hora. As outras vítimas são Dilma Maria dos Santos Oliveira Rocha, 40, (esposa) e o casal de filhos Jalperaz do Espírito Santo Rocha Junior, 17, e Gabriela Oliveira Rocha, 22, grávida de sete meses.

A delegada Valéria Fonseca Chaves, coordenadora da 8ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Corpin), sediada em Teixeira de Freitas, informou que no local do crime foram encontradas balas de pistolas 9 milímetros e ponto 45.

Anotações do tráfico

Já dentro do veículo foram encontradas diversas anotações em um caderno referentes ao tráfico de drogas e munições de pistolas 9 milímetros. “Até onde sabemos, os outros envolvidos não tinham relação com o tráfico, mas estamos investigando”, disse a delegada.

De acordo com a delegada o traficante atuava de forma isolada e havia saído do Conjunto Penal depois de ganhar a liberdade em regime aberto. “Dentro do presídio parecia um santo, mas quando saía era um demônio, sobretudo para os rivais”, falou.

O traficante, segundo a polícia, atuava tanto no Extremo Sul quando na região norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, que, junto com a Bahia formam a área do que a polícia chama de “tríplice fronteira do tráfico de drogas”.

Correio da Bahia


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