sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Árvores de Petrolina recebem fertilizante produzido com as "baronesas" retiradas do rio São Francisco

Composto orgânico fabricado pela Prefeitura é produzido de forma mais eficiente e barata do que adubos tradicionais (Fotos: Ivaldo Reges)

As árvores da Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, uma das maiores de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, receberam, nesta sexta-feira (1º, uma ajuda importante para voltarem à melhor forma. Carente de nutrientes, devido ao solo pobre em matéria orgânica, a vegetação foi adubada pelas equipes de manutenção de praças e jardins da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS) com um composto orgânico produzido pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) a partir das "baronesas" (plantas aquáticas) que foram retiradas através da ação do projeto de revitalização do rio São Francisco ‘Orla Nossa’, uma das bandeiras da gestão do prefeito Miguel Coelho.

Ao todo, 3,3 toneladas de composto foram utilizadas para adubar 550 árvores. O diretor de Projetos Ambientais da AMMA, Victor Flores, explica que além do composto orgânico, foi aplicada uma cobertura vegetal produzida do resto de poda das árvores da cidade. "Além de fertilizar, a aplicação do composto aliado a cobertura vegetal ajuda a reter a umidade na raiz das plantas, resolvendo um problema causado pelo clima seco do Sertão. Dessa forma, até as árvores que já estavam quase morrendo vão conseguir se recuperar", destaca Flores.

MELHOR E MAIS BARATO

Em comparação com os compostos tradicionais, o utilizado pela Prefeitura de Petrolina é melhor e mais barato. O produto, rico em nutrientes, possui uma excelente relação entre carbono e nitrogênio, dentro dos parâmetros do Ministério da Agricultura. A produção leva cerca de 32 dias, quase um terço do tempo utilizado normalmente que varia de 90 a 120 dias. Além disso, por utilizar uma quantidade menor de esterco, matéria prima de alto custo devido à redução do rebanho na região por causa da estiagem, o composto sai bem mais em conta para os cofres públicos. Graças ao uso de um biocatalisador que favorece o desenvolvimento de bactérias e fungos, que aceleram a decomposição do material e aumentam a quantidade de nutrientes, em vez de R$ 110 a prefeitura vai pagar R$ 92 para produzir cada tonelada do composto. Uma economia de 16%.

A próxima remessa do composto, que terá 16 toneladas, já está em produção, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, na sede da Central de Tratamento de Resíduos de Petrolina. Essa quantidade será utilizada para adubar a vegetação do Parque Municipal Josepha Coelho, próximo local a receber os cuidados das equipes da SEDURBS.

Estado das margens do São Francisco em Petrolina, antes do projeto Orla Nossa

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Texto: Felipe Pereira/AsCom Prefeitura de Petrolina


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