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Filho morto por sargento da PM é sepultado no Recife; com foto do jovem no peito, amigos se despedem entre lágrimas e gritos de emoção e dor

Amigos de Diego vestem camisa estampada com fotos que recordam bons momentos com o jovemFoto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco
O enterro aconteceu sob forte comoção Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O sentimento é de desespero entre os amigos e familiares de Diego Lima de Carvalho, de 24 anos, morto pelo pai, um sargento da Polícia Militar, durante uma briga familiar. Entre lágrimas e gritos de emoção e dor, eles se despediram do jovem em velórioque acontece na capela central do Cemitério de Santo Amaro na tarde desta segunda-feira (3), região central do Recife. Bastante abalada, a mãe do rapaz, Teresa Carvalho, é amparada por familiares. O enterro estava previsto para às 16h30.

Por volta 16h50, o corpo de Diego seguiu para ser enterrado. Coberto com a bandeira do Sport, o caixão foi carregado por familiares. Um amigo de infância de Diego, o gerente Thiago Farias, de 25 anos, disse que a tragédia pegou todos de surpresa. "Nós nos encontrávamos muito, mas não comentávamos sobre problemas porque o foco era nos divertir, jogar videogame, comemorar. Eu não tinha ideia de que algo assim poderia acontecer", fala.

Ele e outros amigos do grupo que mantinham com Diego desde a escola vestiram uma camisa estampada com fotos que recordam os bons momentos. "Ele era uma pessoa extremamente extrovertida, boa, incrível. A partida de Diego deixa nossos corações dilacerados", disse Thiago.

Ameaças

Inconformados, familiares de Diego pedem justiça e temem que outra tragédia possa acontecer já que, mesmo preso, o PM ameaçou a esposa. "Esperamos que ele seja punido, queremos justiça. Ele avisou que quando fosse solto viria atrás de Teresa. Tememos pela vida dela e de qualquer pessoa que esteja perto, porque ele atirou nos próprios filhos, pode atirar em qualquer um", relatou o cunhado de Teresa, José Genivaldo.

Genivaldo ressaltou ainda que, além de beber diariamente, o sargento tinha comportamento violento. "Um homem como esse não podia ter a farda. O comandante tem que entender essa realidade e fazer algo. Ele bebia todos os dias, ficava andando pra cima e pra baixo com uma pochete presa ao corpo e arma dentro. Intimidava as pessoas. Ele não podia ter farda", disse.

Por: Portal FolhaPE

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