terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Integração Nacional premia projetos vencedores de desenvolvimento regional

Objetivo do Prêmio Celso Furtado é incentivar trabalhos que levem em conta potencialidades e características locais. Foram dois premiados em cada uma das seis categorias.

Fomentar, discutir e divulgar estratégias que contribuam para o desenvolvimento regional em todo o país. Esses foram os desafios da quarta edição do Prêmio Celso Furtado, realizado pelo Ministério da Integração Nacional e instituições parceiras, que entregou hoje (5), em Brasília, a premiação aos vencedores em seis categorias. A iniciativa, realizada desde 2010, pretende impulsionar a elaboração e a execução de projetos e estudos que contribuam com o desenvolvimento de municípios e regiões, levando em conta as potencialidades e a realidade local. A edição deste ano homenageia o geógrafo brasileiro Milton Santos.

Nesta edição, os projetos foram classificados em seis categorias, três a mais que as edições anteriores. Além das tradicionais “Produção de Conhecimento Acadêmico”, “Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional” e “Projetos Inovadores para Implantação no Território”, o Prêmio selecionou ainda trabalhos por regiões. “Amazônia - Tecnologia e Inovações para o PRDA”; “Centro-Oeste - Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira”; e “Nordeste – Inovação e Sustentabilidade” foram os temas. Cada categoria teve primeiro e segundo colocados e os prêmios foram R$ 15 e R$ 10 mil, respectivamente.

O secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Marlon Carvalho Cambraia, ressalta que os trabalhos apresentados não vão “ficar na prateleira”. O ministério irá disponibilizá-los ao público e às universidades, “para que todos possam ter acesso”, afirmou. “É um Prêmio importante para o mundo acadêmico e para o campo do desenvolvimento regional”. A quarta edição recebeu 423 inscrições.

O prêmio contempla trabalhos acadêmicos nos níveis de doutorado e mestrado, relatos de experiências em andamento, projetos inovadores e inéditos. É voltado a pesquisadores brasileiros com temas ligados a questões regionais do país; pessoas vinculadas às instituições públicas, privadas e companhias que promovam o desenvolvimento regional; pessoas vinculadas a organizações não governamentais (ONGs), cooperativas, associações, fóruns, consórcios e conselhos; e autônomos com atividades relacionadas à temática.

Inspiração para o desenvolvimento regional

Rebert Correia, vencedor do Prêmio com o projeto “Lago de Sobradinho: plantando o desenvolvimento regional”, na categoria Projetos Inovadores para Implantação no Território, revelou estar satisfeito com a repercussão da seleção. “Tinha esperança de ganhar o Prêmio pela grandiosidade que é o projeto. É uma maneira de divulgarmos para outros públicos fora da região”, mencionou. Ele explicou que uma deficiência grande no semiárido é, por exemplo, a nutrição animal. “Então pegamos gliricídia, palma e leucena, forrageiras que são estratégicas para os rebanhos, e trabalhamos com os produtores para a incorporação em suas propriedades, o que diminuiu a mortalidade dos animais e melhorou a renda e a qualidade de vida dos produtores e familiares”, explicou. O projeto Lago de Sobradinho é desenvolvido pela Embrapa Semiárido (PE), em parceria com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e atende 700 produtores. Os pesquisadores envolvidos levam tecnologias e instalam nas propriedades, com o acompanhamento direto dos produtores.

O sociólogo Maurício Munhoz foi o vencedor da categoria Centro-Oeste - Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira. O projeto “Agroecologia para a Faixa de Fronteira” propõe nova alternativa de agricultura sustentável em 28 municípios da região da fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. “Essa região fronteiriça está mais atrasada economicamente. A tradição local é agropecuária, especialmente a criação de gado para os setores leiteiro e de corte. Além de não gerar tanto emprego e concentrar renda, o ramo não dinamiza a economia desses municípios e ainda traz passivos ambientais – já que utiliza agrotóxico e também utiliza com muita frequência as queimadas. Estamos apresentando essa alternativa econômica, que é a agroecologia”.

Vencedor com o projeto “ONGs Transnacionais e os Sentidos de Sustentabilidade Amazônica: imaginário, discurso e poder”, na categoria Amazônia - Tecnologia e Inovações para o PRDA (Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia), Jonas Gomes Junior confessou grande surpresa com a premiação, especialmente pela quantidade de projetos inscritos. “Representa para mim o fruto de um grande trabalho, não só pra mim como para minha instituição, a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), que mostra efetivamente que está produzindo trabalho de qualidade e com impacto social, econômico e político”, disse.

Parcerias institucionais

A realização da 4ª edição do Prêmio contou com o patrocínio do Banco do Brasil (BB), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Banco da Amazônia e Banco do Nordeste (BNB), Banco da Amazônia e com o apoio da empresa Ticket, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, do Conselho Federal de Economia (Cofecon), das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Brasília (UnB) e das superintendências de desenvolvimento regional (Sudam, Sudene e Sudeco).

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Integração Nacional


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