quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mil policiais devem fazer esquema de segurança apara novo depoimento de Lula a Moro nesta quarta


Cerca de mil policiais militares devem fazer o esquema de segurança das manifestações em Curitiba, durante o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, marcado para a tarde de quarta-feira. A quantidade de agentes representa um terço do que foi disponibilizado em maio deste ano, no primeiro interrogatório, quando cerca de 3 mil policiais foram às ruas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, a redução se deve ao fato de que menos pessoas devem ir à cidade acompanhar o interrogatório.

— Esquema muito parecido, porém um pouco menor. Considerando informações repassadas a nós, virão menos pessoas — afirmou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), Wagner Mesquita, após a reunião realizada na segunda-feira para definir as estratégias de segurança.

A capital paranaense aguarda a chegada de 5 mil manifestantes e 50 ônibus. Para o primeiro depoimento, a expectativa era de 60 mil pessoas — quantidade que não se confirmou, segundo a secretaria. Assim como em maio, ocorrerá um bloqueio nos arredores do prédio da Justiça Federal, onde Lula será interrogado pelo juiz.

Manifestantes favoráveis e contrários ao ex-presidente ficarão concentrados em pontos diferentes da cidade, escoltados por policiais militares. Os apoiadores do petista ficarão na praça Generoso Marques, no centro do município, enquanto os contrários a Lula serão deslocados para as proximidades do Museu Oscar Niemeyer, no bairro Centro Cívico.

O bloqueio da região onde se localiza o prédio da Justiça Federal, no bairro Ahú, terá início logo pela manhã, por volta das 6h, para desviar o trânsito de veículos. Outro bloqueio, às 12h, será realizado para garantir que apenas pessoas credenciadas tenham acesso às proximidades do edifício. O depoimento tem início programado para às 14h.

Lula será interrogado em ação da Lava-Jato na qual é acusado de ter recebido vantagens indevidas da Odebrecht na forma de um prédio para abrigar o Instituto Lula, no valor de R$ 12 milhões, e uma cobertura vizinha ao apartamento onde mora, em São Bernardo do Campo (SP).

O Globo


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